O mês de janeiro termina hoje como um dos mais secos da história. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o fechamento desta edição, na noite de ontem, o acumulado de precipitações foi de 133 milímetros, o que representa 44,4% do esperado, que eram 299,8 milímetros. O resultado é muito próximo do observado em 2014, quando choveu 130,5 milímetros, e do recorde histórico, 115 milímetros, em 1975.
As temperaturas também chamaram atenção, sendo que a média das máximas, 30,9 graus, ficou cinco graus acima do esperado. Em alguns dias, porém, como em 21 de janeiro, o termômetro chegou a registrar 34,1 graus. Aliás, a temperatura foi superior a 30 graus em 18 dias, fato que não havia acontecido neste século. A fim de comparação, no ano passado, quando também estava muito quente, foram 15, em 2013, três dias, enquanto que em 2012, nenhum. Antes disso, o maior número de dias com índices superando esta faixa havia sido quatro, em 2000 e 2011.
Conforme o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito do Inmet, o forte calor é consequência da dificuldade das frentes frias em atuarem na região Sudeste. Durante janeiro, foi comum a presença de uma forte massa de ar seco e quente, que afastava a nebulosidade e diminuía a umidade relativa do ar. Por causa dela também ficou sem chover por 16 dias consecutivos, igualando o recorde do período, observado em 2006. “Praticamente toda Minas Gerais registrou temperaturas máximas muito acima da média. Agora em fevereiro, pelo menos nos quinze primeiros dias, deveremos ter mais nuvens, o que reduz um pouco o registro nos termômetros, que deverão ficar entre 27 e 28 graus.” Ele também informou que o regime de precipitações deverá ser próximo da média durante as duas próximas semanas, mas ainda não se sabe se fevereiro terminará com a acumulação esperada, que é de 217,4 milímetros.
Período de chuvas
Se for considerado o atual período de instabilidade, iniciado em outubro, o acumulado até o momento é de somente 56,2% do esperado. Em outubro, o volume ficou em 47,9% da média histórica, novembro, 94,3% e dezembro, 47,6%.
A partir de abril tem início um novo período de estiagem. Até lá, as represas que abastecem o município precisam aumentar o volume de água armazenada para que o rodízio no abastecimento não seja radicalizado. Segundo a Cesama, João Penido está com 29% de sua capacidade de guardar recurso, Chapéu D`Uvas, 41%, e São Pedro, 77%. Esta última, no entanto, por ser pequena e atender somente 8% da população, perde e ganha volume com muita facilidade.
