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Lei não impacta vendas

procura deve se acentuar ate amanha fernando priamo29 12 15

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Procura deve se acentuar até amanhã (FERNANDO PRIAMO/29-12-15)
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Procura deve se acentuar até amanhã (FERNANDO PRIAMO/29-12-15)

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Promulgada em novembro desse ano, a lei municipal que restringe a queima e a soltura de fogos de artifício em espaços públicos de Juiz de Fora (ver quadro) não afetou as vendas de artefatos pirotécnicos na cidade. Na interpretação de comerciantes, que apostam em uma grande procura entre hoje e amanhã – último dia do ano -, a atual situação financeira tem maior impacto na procura do produto, o que pode afetar o volume de negócios em 2015. Para evitar uma queda na demanda, alguns estabelecimentos optaram pelo congelamento de preços e, em alguns casos, até mesmo pela redução de valores praticados com relação ao ano passado, com reduções que podem chegar a 30%.

“Não há como prever se as vendas serão maiores que no ano passado, pois o dia que vende mesmo é o dia da virada”, afirma Roberto Richa, proprietário da Casa Richa, no Bairro Manoel Honório. O caminho encontrado pelo comerciante para evitar queda nas vendas foi a redução dos preços. As girândolas – conjunto de foguetes mais procurados – que eram vendidas por R$ 200 estão saindo por R$ 140, uma redução de 30% no preço praticado há um ano. Na Fogos Nicolino, no Bairro Santa Terezinha, a opção foi pelo congelamento do preço de algumas peças, como o foguete colorido de 12 tiros, que custa R$ 16 – mesmo preço de dezembro de 2014.

Blaster pirotécnica da Fogos Nicolino, Poliana Saçço percebeu uma queda nas vendas em relação ao ano passado. “Mas não por causa da nova lei, mas por conta da crise. No ano passado, tivemos muitas vendas no Natal e Réveillon. Esse ano, a sensação é de que as pessoas escolheram uma das datas para festejar com fogos”, afirma a especialista que ainda aposta em um aumento na procura. Os dois comerciantes também apontam que o perfil do comprador de fogos de artifício vem mudando por conta do atual momento econômico. “Está elitizado. Boa parte das vendas é para clientes de classe média a alta”, considera Richa.

O novo perfil também afeta no tipo de produto que tem mais procura, com os clientes apostando em foguetes montados, que conferem maior segurança em seu manuseio. “Temos condições de fazer disparos eletrônicos, o que minimiza qualquer tipo de risco de acidente” reforça Poliana, ao mostrar uma torta de 80 tiros, que tem uma extensão de sete metros para seu acionamento e é vendida por R$ 180. “É muito procurada.”

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Lei municipal

A nova lei não trata da comercialização dos fogos de artifício, mas restringe a utilização de artefatos de maior potencial explosivo em espaços público de Juiz de Fora. Para os dois comerciantes, a lei não prejudica as vendas nesta época, até por conta do perfil dos compradores. Isso porque os clientes que procuram produtos de uso restrito pela legislação não planejam realizar a soltura em áreas públicas, mas em áreas particulares como sítios e fazendas. “Com a crise, as pessoas não viajam no ano novo e passam rèveillons em granjas, por exemplo”, diz a blaster pirotécnica da Fogos Nicolino.

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Este ano, a Fogos Nicolino também incrementou as vendas de grandes artigos e realizará quatro shows pirotécnicos particulares, além de ser responsável pela exibição de fogos da Prefeitura, que serão realizadas em duas etapas: uma ao meio-dia, no prédio do Executivo que funciona na Avenida Brasil e outra à noite, novamente no prédio da PJF e também no Morro do Cristo. As queimas, sem estampido, têm autorização do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. A contratação da empresa ocorreu por meio de pregão eletrônico, que teve valor inicial estimado em R$ 150 mil. Assinado este mês, o contrato tem vigência de um ano e os serviços da empresa podem ser utilizados em outras festividades. A realização deste tipo de queima de fogos é permitida, já que as restrições previstas em lei municipal não se aplicam “a manifestações, reuniões e eventos culturais incluídos, ou não, no calendário oficial do Município.”

Precaução

A principal motivação da legislação municipal, de autoria do vereador José Fiorilo (PDT), foi o de evitar acidentes e danos à saúde e à vida dos juiz-foranos. No mesmo sentido, o Corpo de Bombeiros faz uma série de recomendações na utilização de tais artefatos. Segundo a assessoria do 4º Batalhão, os usuários devem estar atentos às instruções constantes na embalagem do produto e procurar um local aberto para a soltura dos fogos, distante de pessoas, da rede elétrica e de estruturas que possam incendiar. Há recomendação para atenção às crianças e para a não reutilização dos artefatos em caso de falha.

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Nas situações de acidentes, a orientação é de entrar em contato com os bombeiros. Em casos de queimaduras, deve-se proteger a área com uma pano limpo e aguardar o atendimento especializado, sem estourar possíveis bolhas na pele, de forma a prevenir de possíveis contaminações na ferida.

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