O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol) Regional Zona da Mata cobrou transparência no processo de investigação da Corregedoria de suposto desvio de verbas destinadas ao abastecimento de combustível de viaturas policiais lotadas nos distritos policiais de Juiz de Fora. Ao tomar consciência da investigação, por meio da imprensa, o diretor regional do Sindpol, Marcelo Armstrong, classificou a denúncia como gravíssima. Segundo ele, o órgão sindical já havia alertado, por diversas vezes, sobre o processo de sucateamento no qual se encontra a Polícia Civil juiz-forana e sobre casos de racionamento de combustível que, ao longo do tempo, vem atrapalhando, de forma significativa, o trabalho de apuração de crimes na cidade. Cobramos um posicionamento das autoridades competentes, a fim de que esses problemas sejam sanados.
Ainda conforme Armstrong, o sindicato apoia uma investigação que seja feita de maneira séria e responsável, com a finalidade de se chegar à verdade. Caso as denúncias sejam comprovadas, é preciso que haja a responsabilização dos autores deste desvio, afirmou o sindicalista, acrescentando que a Polícia Civil deve servir de exemplo para a comunidade. Somos responsáveis pela apuração dos crimes ocorridos na sociedade, que são sempre divulgados pela imprensa. Então, deve haver transparência quando há apuração no âmbito interno da corporação. Ontem a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), à qual está vinculada a Polícia Civil, foi procurada mais uma vez pela Tribuna para comentar os fatos, mas respondeu que, apesar de as verbas serem liberadas pelo Governo estadual, somente a chefia da Polícia Civil poderia se manifestar a respeito dos trabalhos da Corregedoria.
Na edição de ontem, a Tribuna divulgou que a Corregedoria estadual está instalada na delegacia de Polícia Civil de Santa Terezinha desde a última segunda-feira, para investigar suposto desvio de verbas para abastecimento de combustível dos tanques das viaturas policiais. Na quarta, o delegado subcorregedor Antônio Gama Júnior utilizava uma das salas da Delegacia Regional para colher oitivas. Na ocasião, ele limitou-se a dizer ao jornal que não poderia falar a respeito do teor da investigação. Fontes da Polícia Civil confirmaram que o representante da Corregedoria estaria no município por causa da suspeita de um esquema de desvio de parte de dinheiro empregado para abastecimento das viaturas. A fraude teria ocorrido na administração passada da Delegacia Regional.
