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Juiz-foranos nos EUA contam efeitos de supertempestade

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Da janela, Rosa Nina Malta observa o cenário atípico das ruas vazias em Nova York
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Da janela, Rosa Nina Malta observa o cenário atípico das ruas vazias em Nova York

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A supertempestade Sandy preocupa juiz-foranos que vivem ou estão no país norte-americano. Na tarde de ontem, a Tribuna manteve contato com algumas dessas pessoas, que contaram a tensão e o medo, apesar de considerarem que o pior já passou. Aos poucos, segundo eles, a cidade de Nova York tenta voltar ao normal, embora alguns transtornos ainda façam parte do dia-a-dia.

A jornalista juiz-forana Rosa Nina Malta, 55 anos, que vive há 30 nos EUA disse que a situação está grave, mas sob controle. Ela trabalha para o consulado brasileiro em Nova York e disse que há dois dias o prédio está fechado, atendendo apenas em escala de plantão. "O perigo maior já passou. Sinto uma mistura de alívio e reflexão, porque é hora de colher as dores e preocupações."

Rosa vive na área central da ilha de Manhattan, onde houve impactos de menores proporções. Os problemas maiores se concentraram na região de Downtown, que é aberta em direção ao mar.

O que chamou atenção da jornalista foi a capacidade de organização do Governo. De acordo com ela, o plano de ação foi executado de forma "impressionante e fabulosa". "Tem um hospital em Nova York que alguns dos oito geradores de energia falharam durante a tempestade e, por isso, foi impossível distribuir energia para todos os leitos. Em questão de poucas horas, cerca de 200 pacientes foram transportados para outras unidades de saúde, mas isso de uma forma absolutamente controlada." Fora os transtornos causados, Rosa conta que a cidade está com os serviços básicos em operação, e até supermercados e farmácias reabriram ontem. "Nova York não está em pânico."

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Em sua página na rede social Facebook, a jornalista Vera Souza, que está em Nova York para estudar inglês, relatou que ontem a situação era mais tranquila, mas os danos causados pela passagem do furacão ainda eram evidentes, como árvores caídas sobre carros e passeios, ao longo do Central Park. Ela disse, ainda, que durante toda a noite era possível ouvir as sirenes dos carros dos bombeiros. "Tem hora que venta forte, e o frio faz todos vestirem galochas."

Sobre os serviços, Vera informou que não há ônibus urbano ou metrô, apenas táxi. "Os turistas não estão nem aí. Desfilam na quinta avenida como se nada tivesse acontecido." Apesar de faltar alguns produtos nos supermercados, a jornalista informou que tem bastante comida no frigobar no hotel onde está hospedada. "Estou bem e protegida."

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 Frustração

A engenheira juiz-forana Ana Cláudia Santos, 28, está a passeio em Nova York e foi surpreendida com a aproximação do furacão, na segunda-feira. Ela disse que está segura, em um hotel na quadra 40. "Até a 39 está sem energia porque explodiu um transformador durante a tempestade. Pelo menos as pessoas não estão mais tão assustadas. Cheguei aos EUA dia 19, por Washington. A previsão é de retornar ao Brasil na quinta-feira (amanhã), mas não sei se os aeroportos estarão abertos."

A empresária juiz-forana Patrícia Alvim está em Nova York desde o dia 21. Ela voltaria para o Brasil na última segunda-feira, mas, devido ao adiamento dos voos, que, segundo ela, já batia a casa dos 7.500 cancelamentos, está tentando remarcar a passagem. Em e-mail enviado ao funcionário e amigo Enilson Coelho, ela diz: "Aqui está tudo parado por causa do furacão. Estado de emergência nos estados de Nova york, New Jersey (está sem luz) e Connecticut (governador pediu que as pessoas não saíssem de casa). Ônibus não circulam, lojas fechadas, shows Broadway cancelados."

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Já a jornalista Paula Bianco, 27 anos, tem uma irmã, a farmacêutica Bianca Bianco, morando há dois anos nos Estados Unidos. Preocupada com a situação por lá, ela diz que conseguiu falar com a irmã na segunda-feira e ontem. "Ela e o marido moram em Boston (Massachussetts) e estão ótimos, graças a Deus. Ela me falou que está ventando forte lá e que o transporte público havia sido suspenso desde 14h de segunda-feira, mas hoje (ontem) voltou ao normal. Também não funcionaram escola, a universidade Harvard e serviços não essenciais. Ela está grávida de oito meses, mas está tranquila, porque a situação está controlada", diz a jornalista.

 

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