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Esportistas cobram solução para ginásio

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 Para conclusão da arena ainda faltam sustentação de arquibancadas, estrutura metálica, cobertura e instalações elétricas e hidráulicas

Já dura aproximadamente sete anos e cinco meses a espera da comunidade esportiva juiz-forana em contar com um ginásio municipal de grande porte, capaz de movimentar o cenário local e fomentar o surgimento de novos atletas. A alegria do anúncio da construção da arena, que conta com investimentos do Ministério do Esporte e da Prefeitura, feito em abril de 2005, na gestão do ex-prefeito Alberto Bejani, contrasta-se com com uma obra marcada por situações adversas como o bloqueio de verbas pela Polícia Federal e sucessivos adiamentos. Uma coisa é certa, diante da previsão mais favorável da Secretaria de Obras, que acena com a possibilidade da entrega para o segundo semestre do ano que vem, a conclusão do aparelho ficará a cargo da próxima gestão.

"A cidade é muito carente de uma estrutura esportiva moderna, capaz de atender as necessidades atuais do esporte. Muitos dos ginásios do município estão ultrapassados. Temos essa demanda, que nos impede de tentar trazer grandes eventos para Juiz de Fora", avalia Maurício Bara, técnico da equipe de vôlei masculino da UFJF. O sentimento de impaciência com o atraso na conclusão do já batizado Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos Nazareth Campos – em homenagem ao jornalista vitimado em um acidente automobilístico em 2005 – é praticamente unânime.

Presidente do Conselho Municipal de Desportos e da Federação Mineira de Handebol, Cláudio Dias entende a arena deve ser vista como prioridade pelo próximo prefeito. "É um absurdo uma cidade como Juiz de fora depender de ginásios particulares, com medidas não oficiais. A única exceção é o da UFJF, que não comporta um bom público. Estamos em uma década olímpica, e a cidade não apresenta condições de receber a preparação de equipes de várias modalidades."

Para o treinador Leo Lima, do time de futebol de 5 (para deficientes visuais) do projeto paralímpico Visão no Esporte, uma arena moderna é essencial para o crescimento das modalidades adaptadas na cidade. "Para a prática do esporte, em especial os paralímpicos, os equipamentos são fundamentais. O grande benefício é a visibilidade e a atração de grandes eventos. Esse novo cenário poderá incentivar os empresários a investirem mais no esporte adaptado."

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Projeto
Ainda com sua inauguração incerta, o projeto do ginásio municipal divide opiniões. "É um projeto moderno, que atenderia bem as demandas da cidade. A previsão de público, de seis mil pessoas, é capaz de atender aos grandes eventos", afirma Bara. Por outro lado, Cláudio Dias afirma que a próxima gestão precisa atentar para necessidades que vão além daquilo que vem sendo executado. "Estão fazendo um complexo esportivo, mas deixaram de lado uma questão muito relevante que é a dos alojamentos. Seria interessante que o projeto previsse essa possibilidade de construção de alojamentos próximos ao aparelho ou nas redondezas, para que facilite a atração de eventos esportivos de vários portes durante todo ano."

Cronologia de atrasos
 Desde seu anúncio em abril de 2005, a construção do ginásio municipal vem sofrendo sucessivos reveses e constantes revisões de orçamento. Inicialmente, o investimento previsto para a empreitada seria de até R$ 2,33 milhões, com 40% do valor total pagos pela Prefeitura, e o restante, pelo Ministério do Esporte. Em junho do mesmo ano, o custo estipulado para a finalização da empreitada já havia saltado para R$ 3,92 milhões. De forma efetiva, os trabalhos só começaram em novembro de 2006, com o início da terraplanagem do terreno localizado ao lado do Estádio Municipal.
Em 2007, o então secretário-executivo do Ministério do Esporte, o juiz-forano Wadson Ribeiro, prometeu a liberação de R$ 5,8 milhões para a continuidade das obras. Em junho do ano seguinte, após o escândalo que resultou na prisão do ex-prefeito Alberto Bejani na Operação Pasárgada, da Polícia Federal, seu sucessor, José Eduardo Araújo, anunciou parceria com a UFJF para que a construção e a gestão do ginásio ficassem a cargo da instituição, dobradinha que não vingou com o bloqueio dos recursos para por conta das investigações da PF.
A liberação dos R$ 5,8 milhões de recursos aconteceu em abril de 2009. O atual secretário municipal de Esporte e Lazer, Renato Miranda, prometeu a retomada das obras em maio de 2009, e a conclusão do aparelho esportivo, para junho de 2010, o que não aconteceu. Em setembro de 2010. Após readequação dos valores iniciais, a construtora Ribeiro Alvim venceu licitação, com o valor de R$ 13.996.497,74. As obras foram retomadas no mês seguinte.

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Situação atual

 Segundo informações da Secretaria de Obras, já foram executados 100% das fundações e dos muros de contenção; 70% das estruturas em concreto armado; e 60% de alvenaria e revestimentos. Para a realização do sonho, faltam ainda a complementação da estrutura de concreto armado, que sustenta as arquibancadas, além de trabalhos de estrutura metálica, cobertura, instalações elétricas, instalações hidráulicas, mobiliário e pisos, paisagismo e urbanismo e obras complementares. O investimento feito até agora foi de aproximadamente R$ 5,8 milhões e, de acordo com a planilha vigente, faltam aproximadamente R$ 10 milhões para a conclusão do aparelho.

 

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