As despesas dos dois primeiros meses de campanha do prefeito e candidato à reeleição Custódio Mattos (PSDB) dobraram em relação ao mesmo período nas eleições de 2008, quando o tucano foi eleito. Naquela ocasião, seus gastos declarados à Justiça Eleitoral nos meses de julho e agosto totalizaram R$ 326.601,48. Em 2012, o montante chegou a R$ 819.080, 58. A candidata do PT, Margarida Salomão, também teve um início de campanha mais dispendioso do que no último pleito municipal. Há quatro anos, a petista encerrou o primeiro bimestre da disputa tendo gasto R$ 131.089,30. O valor é 50% menor do que os R$ 196.978,62 registrados neste ano. O PMDB, que concorreu nas duas ocasiões com candidaturas diferentes, manteve a mesma média de gastos. Com o ex-prefeito Tarcísio Delgado (sem partido) no páreo em 2008, as despesas em julho e agosto somaram R$ 225.756,06. Agora, com Bruno Siqueira, as cifras alcançaram R$ 217.713,90.
Da mesma forma como aconteceu em 2008, a principal fonte de recursos dos candidatos à Prefeitura de Juiz de Fora volta a ser o fundo partidário por meio de repasses feitos pelas direções nacional e estadual dos partidos. A recorrência a essa modalidade de financiamento eleitoral deve-se à crescente dificuldade de arrecadação junto às empresas, uma vez que, no Brasil, é inexpressiva as doações de pessoas físicas. Nesse sentido, o Governo federal deu uma boa notícia para os candidatos na última semana. A proposta orçamentária encaminhada ao Congresso prevê R$ 232 milhões para o fundo. É o maior valor já proposto pelo Poder Executivo em uma peça orçamentária.
O montante, no entanto, deve aumentar. A contar pelos últimos dois anos, senadores e deputados devem apresentar emendas para adicionar recursos ao fundo durante a tramitação do projeto. Antes, a dotação original prevista não costumava ser alterada, mesmo que minimamente. A mudança ocorreu quando os partidos se mostraram endividados, por causa dos gastos nas eleições de 2010. Em 2011 e 2012, os parlamentares incharam o montante calculado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em, exatamente, R$ 100 milhões em cada exercício. Neste ano, o PT foi a sigla que mais recebeu recursos. Até agosto, segundo o TSE, o partido recebeu pouco mais de R$ 33 milhões. Em seguida aparece o PMDB, com R$ 30 milhões, e o PSDB, com quase R$ 24 milhões.
O fundo partidário é constituído por recursos do Orçamento da União, multas, penalidades e doações. As legendas usam o dinheiro para pagar pessoal e serviços de assessoria, além de bancar as estruturas estaduais e as fundações vinculadas às siglas. Pelas regras, 5% do total do fundo são distribuídos, de maneira igual, a todos os partidos aptos que tenham estatutos registrados no TSE. O restante (95%) é repassado proporcionalmente de acordo com os votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
