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Agentes penitenciários são ouvidos após atentados

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Os três agentes penitenciários moradores de duas casas atingidas por vários disparos na noite de sábado, no Bairro São Benedito, Zona Leste, foram ouvidos pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (30). O titular da 5ª Delegacia, Rodrigo Massaud, não revelou o conteúdo dos depoimentos, para não atrapalhar as investigações. O objetivo é descobrir se os dois crimes teriam relação entre si, se foram cometidos pelos mesmos atiradores e mandantes e se os atentados estão relacionados à profissão das vítimas. Uma das residências, na Rua Acácio Paulino Pinto, onde um casal de agentes mora, foi alvejada por, pelo pelos, 28 tiros de pistolas calibre 380 e 9mm. Já a casa de outro trabalhador do sistema prisional, na Rua Agilberto Costa, foi alvo de, no mínimo, quatro disparos.

Os atos de extrema violência deixaram em alerta também o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas (Sindasp), que acredita que os casos estão relacionados aos cargos das vítimas. No dia dos crimes, uma pistola 380 foi apreendida depois que um suspeito de atirar, 28, fugiu em um Volkswagen Golf e entregou a arma a um homem em via pública. O suposto atirador conseguiu escapar. A pistola foi apreendida e encaminhada para a perícia, assim como os projéteis deflagrados recolhidos nos locais, de calibres 380 e 9mm. Segundo o delegado, pelo menos duas armas teriam sido usadas nas ações criminosas, e ele aguarda o resultado do exame de balística para saber se parte dos tiros foram provenientes da pistola apreendida. "Também estamos buscando a autoria para tomar as medidas cabíveis."

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