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Pernilongos tiram o sono dos juiz-foranos

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Raquete que dá choque tem sido uma das melhores alternativas contra os insetos
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Raquete que dá choque tem sido uma das melhores alternativas contra os insetos

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Moradores de todas as regiões da cidade têm reclamado da grande incidência de pernilongos, problema que tem atrapalhado o sono de muita gente. De acordo com o veterinário do Setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde, José Geraldo de Castro, o pernilongo é um mosquito da espécie culex e possui hábitos noturnos, emitindo som que incomoda, além de sua picada que provoca coceira. O inseto se reproduz em água suja, com muita matéria orgânica. “Na seca, há um aumento dos pernilongos, pois a água escassa que está no ambiente, está acumulada de matéria orgânica, como fezes e folhas. Na época das chuvas, esse material é levado para outros lugares.”

Segundo o veterinário, apesar da grande incidência de pernilongo, a Prefeitura não pode utilizar veneno para controlar o inseto. “O uso de venenos deve ter o objetivo de saúde pública e deve ser justificado pela transmissão de doenças pelo inseto, este não é o caso.”

Diante do incômodo, a saída encontrada pela recepcionista Vanessa Rainho, 22 anos, moradora do Santa Luzia, região Sul, é utilizar inseticida spray. O veterinário alerta que o uso de inseticidas pode comprometer a saúde dos moradores da casa. “É um produto químico e deve ser usado com cautela.” O veterinário orienta as pessoas a usarem telas nas janelas, que devem ser fechadas ao entardecer. “Antes de dormir, olhe atrás das cortinas e dos móveis para ver se há pernilongos e espantá-los.”

Caso seja necessário o uso de inseticida, o profissional recomenda adquirir produtos que tenham registro e ler a bula antes de usá-lo. “Para utilizar o inseticida, abra a janela, espirre o líquido e deixo o ar circular. Não respire o ar com o produto em suspensão, pois pode acarretar em problemas respiratórios ou alergia.”

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A pedagoga Regiane Duarte, 35, moradora da Cidade do Sol, Zona Norte, utiliza outros artifícios para se livrar dos pernilongos. “Para evitar as picadas, uso repelente. Já para matá-los, utilizo aquela raquete que dá choque.” José Geraldo alerta que o repelente também é um produto químico e não deve ser usado em excesso e repetidamente. Já a raquete, ele avalia como uma boa opção. Um ambulante do Centro contou que tem vendido por dia cerca de 40 raquetes nesse período de estiagem.

Quem também tem sofrido com os pernilongos são as aposentadas Valéria Soares, 55, e Zélia Soares, 75, moradoras do Bairro São Mateus, região Sul. “Eu estou toda picada. Não dá para dormir com a janela aberta”, conta Zélia.

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Outras dicas dadas por José Geraldo para acabar com os pernilongos é evitar acumular matérias orgânicas da casa e do quintal e armazenar, além de descartar corretamente o lixo. O ventilador ajuda a evitar picadas, pois dificulta o pouso desses animais para fazer a sucção de sangue. “Vela de citronela é um produto natural e possui eficácia contra pernilongos.”

Dengue

Uma preocupação de Regiane é confundir o mosquito da dengue com o pernilongo. O veterinário explica que o pernilongo e o Aedes aegypti possuem hábitos diferentes. “O pernilongo incomoda à noite, e o mosquito da dengue possui hábitos diurnos.” Outra diferença é o local de reprodução. “A água parada e suja é de preferência do pernilongo, diferentemente do mosquito da dengue, que prefere água limpa.”

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