Quatro adolescentes, de 16 e 17 anos, foram flagrados pelas câmeras do "Olho vivo" realizando pichações nas ruas do Centro, como Avenida Rio Branco e Santa Rita. Policiais militares foram acionados e conseguiram fazer a abordagem do grupo, por volta das 3h30, nas imediações do Parque Halfeld. Em uma mochila, foram encontrados materiais usados no ato de vandalismo, como spray e caneta, que foram recolhidos. Desde que as câmeras de monitoramento entraram em teste, no dia 10 de julho, 27 flagrantes já foram feitos por causa dos equipamentos, instalados no Centro e no Bairro Manoel Honório, região Leste. Segundo a Polícia Militar, as ocorrências desencadeadas com o monitoramento por vídeo nestes 50 dias já resultaram em cinco prisões, além de apreensões de drogas e armas, mídias piratas, acidentes e abordagens a pessoas suspeitas.
Conforme o assessor de comunicação da 4ª Região da Polícia Militar (4ª RPM), major Edmar Pires, 19 dispositivos já estão em funcionamento 24 horas por dia. No caso dos pichadores, o militar explica que os monitores do programa, que sempre estão acompanhados de um policial, visualizaram o vandalismo e conseguiram fazer o acompanhamento pelas câmeras. Os jovens, moradores das regiões Nordeste e central, foram levados para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha. Em depoimento, admitiram que haviam feito as pichações, e um deles disse que os escritos eram referentes à gangue da qual fariam parte. Um dos jovens ainda assumiu praticar pichações há cerca de um ano e meio. Os rapazes foram entregues aos responsáveis, e o caso deverá ser encaminhado à Vara da Infância e Juventude.
O assessor da 4ª RPM destacou que os episódios de maior incidência foram a identificação de pessoas em atitude suspeita. "Foram 15 abordagens em locais que geram suspeição. Isto é muito importante, pois agimos na prevenção, já que estes abordados podem ter deixado de cometer delitos", pontuou, acrescentando que as ocorrências registradas estão pulverizadas nas duas regiões que já contam com o projeto.
Na avaliação do oficial, o resultado do "Olho vivo" já é significativo, mesmo antes da instalação de todos os dispositivos previstos. A previsão é de que as 54 câmeras do programa estejam em funcionamento até o fim deste ano.
O monitoramento é feito por grupos de trabalhadores de uma empresa de vigilância contratada pela Prefeitura por meio de licitação pública. As equipes são escalonadas por turnos de seis horas. "Quando observam uma situação suspeita, eles passam para o militar, que aciona um despachante, e o mesmo lança os recursos necessários para atender a ocorrência", explica major Edmar Pires.
O "Olho vivo" tem os objetivos de aumentar a sensação de segurança nas regiões onde os dispositivos serão instalados e tentar frear os registros de ocorrências, como assaltos a pedestres e crimes contra o patrimônio. Além do Manoel Honório e do Centro, haverá câmeras nos bairros Alto dos Passos, Bom Pastor, Santa Luzia e São Mateus, na Zona Sul, Santa Cruz e Benfica, na Norte, e São Pedro, na Cidade Alta.
