
Equipe de profissionais e portadores da doença participaram de ação no Calçadão
O Dia Nacional de Conscientização sobre a esclerose múltipla foi marcado por uma verdadeira força-tarefa com o objetivo de informar a população sobre a doença, ainda pouco conhecida. Um estande foi montado no Calçadão da Rua Halfeld, onde uma equipe formada por portadores da doença, médicos e acadêmicos do Hospital Universitário (HU/UFJF), além de voluntários nas áreas de enfermagem, farmácia, psicologia e direito, esclareceram dúvidas sobre a doença, formas de diagnóstico e direitos do paciente. Outro evento, programado para o próximo dia 13, deve lembrar novamente o combate à doença. Nesta data, pacientes cadastrados na Associação de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla de Juiz de Fora serão levados para assistir uma sessão especial de cinema.
De acordo com o neurologista do Centro de Atendimento a Doenças Neurológicas Imunomediadas (Cadim) do HU, Carlos Augusto Damasceno, cerca de 120 pacientes da microrregião de Juiz de Fora são atendidos pelo serviço de referência. Entretanto, o número de doentes na área deve ser bem maior, levando-se em conta a estimativa de que há entre 15 e 18 pacientes para cada cem mil pessoas. "É uma doença que acomete adultos jovens, se manifesta entre os 20 e os 40 anos, no auge da capacidade produtiva e que, sem tratamento, pode provocar sequelas incapacitantes." Damasceno ressalta que, quando iniciado precocemente, o tratamento assegura qualidade de vida. Esse foi o caso da ornamentadora de festas Alessandra Santos, 36 anos. "Tive os primeiros sintomas no Dia das Mães de 2009, mas o diagnóstico preciso só veio no final daquele ano. No começo, os sintomas pareciam muito com labirintite. Após o diagnóstico, logo comecei o tratamento. Não vou falar que a vida é a mesma coisa, porque não é. Tive de diminuir o ritmo de trabalho, às vezes, fico depressiva. Mas não posso deixar que afete a rotina."
A esclerose múltipla é uma doença crônica e autoimune (quando o sistema imunológico agride o próprio organismo), de origem desconhecida, que afeta o sistema nervoso central de adultos jovens, especialmente mulheres. A doença ataca a bainha de mielina – camada de gordura que envolve os neurônios – causando lesões que afetam o sistema motor e sensorial.

