Desde o dia 6 de julho, os candidatos ao Executivo e ao Legislativo municipais estão autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a fazer campanha nas ruas. Porém, só nos últimos dias a cidade começou a vivenciar o cenário de corrida eleitoral. Se os candidatos à PJF ainda estão com ações discretas, os concorrentes a uma vaga na Câmara começam a colocar o "bloco na rua".
Em rápido passeio pelas vias centrais, já é possível observar placas, panfletagem e, principalmente, a propaganda através do cardoor – imagem fixada no vidro traseiro dos veículos -, ferramenta muito utilizada pelos políticos nas eleições municipais de 2008. No último fim de semana, o Calçadão, tradicional espaço utilizado pelos candidatos para se promoverem, serviu de palanque para que alguns aspirantes ao Legislativo distribuíssem santinhos e divulgassem seus números utilizando caixas de som.
A doméstica Maria da Penha, 49 anos, não se incomodou com as placas instaladas em uma calçada na Avenida Olegário Maciel, região central. Para ela, não há problema, desde que a propaganda não atrapalhe a rotina da população. "Estas fotografias com o número dos candidatos ajudam os eleitores a lembrar de quem está na disputa. Só não pode ser um incômodo para pedestre e carros," contou Maria.
Na internet
Com a facilidade das redes sociais, blogs e outros instrumentos viabilizados pela internet, a movimentação na rede começou mais cedo tanto para os seis nomes que disputam a PJF quanto para os 448 candidatos a vereador, fazendo com que chegassem mais cedo com menos custos aos eleitores.
O estudante Rafael Prata, 19, segue pelo Facebook o movimento dos candidatos. "Vejo o que eles publicam e se as ideias condizem com que espero de um político" salientou. E não são apenas os jovens que utilizam o mundo virtual para decidir em quem votar. O professor aposentado Maurício Bretas, 67, disse acompanhar as propostas e ações dos candidatos por meio de jornais impressos e pela internet. "Acredito que as redes sociais sejam instrumentos positivos para disseminar um grande número de informações e também conhecer de forma mais profunda os candidatos" destacou.
Já a lavadeira Maria de Oliveira, 60, contou que utiliza o rádio para se informar. "Para falar a verdade, eu estou um pouco desacreditada com a questão política em Juiz de Fora. Para definir os meus candidatos, costumo ouvir os programas e debates na rádio," diz.
Para tudo isto, no entanto, existem regras do TRE que devem ser respeitadas, garantindo a igualdade entre os candidatos e a liberdade da população. Flagrantes de desrespeito, como o verificado pela Tribuna, devem ser denunciado aos cartórios eleitorais, e, caso a irregularidade seja confirmada, os candidatos podem ser punidos.
