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Obra parada causa preocupação

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Moradores do Bairro Granjas Bethânia, região Nordeste, estão apreensivos com uma obra paralisada na Rua José Irineu dos Reis. Na área, que fica próxima ao cruzamento com a Rua da Colina, deve ser instalada uma antena de telefonia celular. Conforme os vizinhos, há cerca de um mês, os trabalhos foram interrompidos, restando estruturas inacabadas e materiais que oferecem riscos, principalmente às crianças que entram no terreno para brincar. Além de ferro retorcido, há um buraco, que teria quase cinco metros de profundidade e dois de diâmetro, coberto apenas com chapas de madeirite, facilmente removíveis. A comunidade teme que, com pouca resistência, o material venha a ceder e causar um acidente, no caso de alguém caminhar sobre ele. No local, também estão vários pedaços de madeira soltos.

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A construção de um muro isolando o terreno chegou a ser iniciada, entretanto, apenas uma parte na frente do lote recebeu a estrutura de blocos, que, com quase cinco metros de altura, não tem uma única viga de sustentação concluída. Apenas as amarrações em ferro foram instaladas, mas não preenchidas com concreto. A gente tem muito medo desse muro vir abaixo, desabar em cima de alguém, ou de uma criança cair lá no fundo, disse um pintor, de 54 anos, vizinho da área.

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Recurso

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De acordo com o supervisor regional de fiscalização da região Nordeste, Paulo Afonso, em junho houve o embargo da obra porque as duas empresas terceirizadas pela operadora de telefonia e responsáveis pela instalação da antena e do fechamento do terreno não apresentaram o licenciamento do empreendimento junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), à Agenda JF e à Secretaria de Atividades Urbanas (SAU). Segundo a assessoria da SAU, a Oi, empresa responsável pela antena, entrou com defesa na Junta da PJF, mas o processo ainda não foi julgado.

Porém, em virtude dos transtornos que estão sendo causados à população, o município autorizou a conclusão do muro. Já a assessoria da Oi informou que a empresa aguarda a liberação das autoridades municipais para dar prosseguimento às obras.

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