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Polícia Civil estoura videobingo na Rua Padre Café

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Equipamentos foram levados para o depósito judicial
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Equipamentos foram levados para o depósito judicial

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Um videobingo clandestino que funcionava no segundo andar de um prédio na Rua Padre Café, no Bairro São Mateus, Zona Sul, foi estourado, na manhã de ontem, durante operação da 1ª Delegacia de Polícia Civil. Com mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, os policiais precisaram do auxílio de um chaveiro para entrar no apartamento, já que não havia pessoas no momento da batida policial. No local, foram encontradas 14 máquinas caça-níqueis com seus respectivos noteiros, sendo a maioria de videobingo, além de cinco monitores. Os equipamentos foram periciados, apreendidos e encaminhados para um depósito judicial.

"Nos surpreendeu o fato de esse bingo estar em uma área nobre e residencial da cidade", observou o delegado Eurico Cunha Neto. O apartamento fica em um edifício de dois andares no trecho da Padre Café entre as avenidas Olegário Maciel e Independência. Além da portaria de entrada do prédio, o acesso ao local era controlado por um portão gradeado de ferro instalado na escada. Também havia sistema de monitoramento por câmera. Já as janelas das salas de jogos eram protegidas com cortinas."Segundo vizinhos, já havia um movimento suspeito no local há cerca de 15 dias", informou o também titular da 1ª Delegacia, José Márcio Carneiro.

Conforme Eurico, havia denúncia de funcionamento da casa de bingo no São Mateus. "Começamos a investigar e solicitamos o mandado de busca e apreensão para chegarmos até o local suspeito." Segundo os delegados, o proprietário do apartamento foi localizado. "Ele informou que imóvel foi alugado para fim residencial, mas era utilizado com outro propósito. Vamos investigar e estamos atrás do contrato de aluguel para saber quem estava locando, a fim de chegarmos ao dono das máquinas", disse José Márcio.

Ainda segundo ele, não foi encontrado dinheiro. "O jogo acontece à noite. Eles recolhem o dinheiro e deixam as máquinas para diminuir o prejuízo no caso de uma ação policial." Eurico acredita que cada caça-níquel renderia cerca de R$ 3 mil por dia.

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