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Disputa acirrada pela Câmara

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Se a disputa da Prefeitura tem apenas cinco concorrentes, a disputa pela Câmara Municipal deve superar os 411 candidatos de 2008. O principal acirramento, entretanto, deve se dar no interior dos partidos e das coligações. As alianças formadas até a noite de ontem uniram candidaturas de peso e devem promover alterações substanciais na composição da legislatura 2013-2016. Com mais nomes no páreo, a atual base de sustentação do prefeito Custódio Mattos (PSDB) tende a se manter como maioria na Casa. PT e PMDB, por outro lado, devem manter suas bancadas. A principal incógnita da disputa proporcional, por ora, envolve a candidatura do ex-prefeito Alberto Bejani (PSL). Ninguém arrisca dizer se ele conseguirá registro de candidatura e, se conseguir, quantos votos pode obter.

Entre os partidos aliados de Custódio, chamou atenção o esvaziamento do chamado "chapão". Com previsão de reunir pelo menos quatro legendas com candidaturas de peso, a composição restringiu-se apenas ao PSDB e DEM. Dessa forma, a expectativa de emplacar três nomes como em 2008 ficou mais modesta. Por outro lado, a coligação entre PTC e PP é apontada como aquela com mais chances de surpreender. É também da dobradinha que se espera a maior disputa interna das eleições. Ao todo, os dois partidos vão para as urnas com quatro vereadores – Luiz Carlos (PTC), José Tarcísio (PTC), Chico Evangelista (PP) e Antônio Martins (Tico-Tico-PP) – e três ex-vereadores: Cidão dos Esportes (PTC), Luiz Coelho (Pardal-PTC) e Eduardo Novy (PTC).

Algumas interrogações envolvem os partidos com disposição para seguir sozinhos ou com aliados de pouca expressividade. Integram esse grupo PV, PSC, PDT, PMN e PRB. O receio dos dirigentes dessas legendas passa pelo risco de a soma dos votos de todos concorrentes não conseguir atingir o coeficiente eleitoral, que é a divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa, no caso, 19. O resultado dessa equação é determinante para composição da Câmara Municipal. Por essa lógica, o partido ou coligação que, embora tenha um candidato recordista de votos, poderá ficar de fora se não alcançar o coeficiente, que, neste ano, deve ficar entre 15 mil e 16 mil votos.

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