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Insatisfação com imagem corporal

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A insatisfação com a imagem corporal pode estar presente em 80% das crianças e adolescentes juiz-foranos, entre 10 e 18 anos. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela equipe do projeto de extensão Identificação e prevenção de transtornos alimentares em adolescentes, desenvolvido pelo Departamento de Nutrição da UFJF e coordenado pela professora Ana Paula Cândido. A proposta é avaliar os riscos de pessoas dessa idade desenvolverem transtornos alimentares. Entre os mais graves estão a bulimia (quando o indivíduo come muito e depois realiza algum método compensatório, como vomitar), a anorexia (adoção de uma rígida e insuficiente dieta alimentar) e a vigorexia (mais comum em meninos e caracterizada pela obsessão em ficar forte).

A pesquisa começou a ser realizada em 2012 na Escola Estadual Sebastião Patrus de Souza, no Bairro Santa Terezinha, Zona Nordeste, com 177 adolescentes de 14 a 18 anos. Neste local, foi possível perceber que o número de estudantes apresentava um padrão alimentar não usual acima da média em relação a outros estudos. Ana Paula alerta os pais para ficarem atentos quando perceberem um excesso de preocupação dos filhos com o próprio corpo. Quando a questão começa a interferir em atividade do cotidiano, é preciso se preocupar.

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O tratamento passa pelo acompanhamento feito por profissionais, como psiquiatra, psicólogo e nutricionista. É possível tratar. Por isso é importante saber o que está por trás da hipervalorização da imagem, explica o presidente da Associação de Psiquiatria de Juiz de Fora, Bruno Cruz. De acordo com o médico, em alguns casos, a base da patologia pode estar associada a transtornos de ansiedade ou depressão. Nesses casos, o médico pode entrar, se for preciso, com a questão farmacológica alinhada à terapia.

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