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São Mateus deve ter mão única

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Estudo avaliará viabilidade de projeto
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Estudo avaliará viabilidade de projeto

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As regiões de São Mateus e Santa Luzia, na Zona Sul, e do Bairro Santa Cruz, na Zona Norte, apresentam trânsito no limite e deverão sofrer alterações, com a possibilidade de construção de novas ruas, desapropriação de imóveis e implantação de sistemas binários de circulação. No caso do São Mateus, uma das principais mudanças deve ser a adoção de mão única em várias ruas, entre elas a principal. Ainda nesta área, as vias Dom Silvério e Ibitiguaia, entre o Alto dos Passos e o Santa Luzia, também podem ser afetadas pelas intervenções. Para confirmar a viabilidade destes projetos (ver quadro) elaborados pela Settra, haverá a contratação de um estudo, que será realizado por uma empresa vencedora de licitação pública. O objetivo é melhorar a segurança de pedestres e aumentar a fluidez no tráfego. 

No estudo, serão verificadas as condições das vias e realizados levantamentos, como análises hidrológicas e geométricas, elaboração de projetos de terraplanagem, pavimentação e sinalização, além da apresentação do orçamento para execução das obras. O prazo para conclusão da avaliação é de até cinco meses, a ser contado da emissão da ordem de serviço. Se não houver pendências, a empresa poderá ser conhecida em 11 de abril, data da abertura dos envelopes. As alterações propostas devem atender a uma perspectiva de 15 anos. De acordo com o edital publicado pelo Executivo, o valor de referência do projeto anunciado pela Prefeitura é de R$ 245.376.

 

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Proposta inicial

 

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Na região de São Mateus, para transformar o trânsito da via principal em sentido único, seriam criadas novas ruas a partir da desapropriação de imóveis. Um dos novos acessos seria entre as ruas Coronel Pacheco e Monsenhor Gustavo Freire, em um terreno onde hoje está a Cesama e uma casa. Outro seria na descida da Ladeira Alexandre Leonel. Parte da propriedade de uma instituição teria que ser desapossada para a criação da via que ligaria as ruas São Mateus e Melo Franco. Também há possibilidade de extinção de parte da Praça Jarbas de Lery, que seria transformada em nova via, ligando as ruas Doutor Romualdo e Manoel Bernardino no sentido Centro/bairro, demandando ainda a possível demolição de construções antigas nas proximidades da Escola Estadual Fernando Lobo (ver quadro).

Sobre o trânsito próximo ao Santa Luzia, o subsecretário de Mobilidade Urbana, Carlos Eduardo Meurer, avalia que a Rua Dom Silvério, ainda no Alto dos Passos, já não comporta o volume de veículos e, por isso, as modificações são necessárias. Na direção Centro/bairro, a circulação seria em um único sentido, seguindo pelas ruas Chácara e Ibitiguaia. O retorno aconteceria pela Avenida Santa Luzia, em frente ao córrego, passando pelas ruas Água Limpa e Três Ilhas, onde um novo trecho, em terreno do Seminário Santo Antônio, seria criado para interligá-la novamente à Rua Dom Silvério, em direção à Rua Belmiro Braga até a Avenida Rio Branco.

 

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Zona Norte

 

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Conforme Meurer, no caso da Zona Norte, o objetivo da Settra é antecipar as alterações em bairros que têm potencial de crescimento a curto prazo. Para isso, a Avenida Doutor Simeão de Faria, no Santa Cruz, via que liga a Avenida Presidente JK à Ceasa, às margens da rodovia BR-040, passaria a operar em sentido único, transformando ruas paralelas em corredores. 

Sem prazos

Não há previsão de quando as obras teriam início. Segundo Meurer, após a conclusão dos estudos, a Settra partirá para a próxima etapa, que seria a captação de recursos junto aos governos municipal, estadual e federal. "Temos um pacote de soluções viárias em várias áreas de Juiz de Fora. Iniciamos os trabalhos com as avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas e entendemos que, estas três, são as próximas prioridades. Em termos de gargalos, preocupa mais a situação do Santa Luzia e São Mateus, mas não significa que as intervenções começariam por elas. Tudo depende de recursos", afirma.

 

 

Opiniões se dividem em São Mateus, mas agradam nas outras regiões

Sobre as alterações propostas para o tráfego de São Mateus, o presidente do Conselho de Segurança do bairro, José Luiz Britto Bastos, que também é especialista em trânsito, avalia que as intervenções previstas não resolveriam os atuais transtornos no tráfego da região. "Não vejo uma solução imediata para o trânsito da Rua São Mateus. A única possível seria uma nova via entre a Praça Jarbas de Lery e a Rua Mamoré, mas o número de desapropriações a torna financeiramente inviável. Sem contar que 15 anos (prazo que o estudo deve contemplar) passam muito rápido." O optometrista Augusto César Torres, 43 anos, proprietário de uma ótica instalada na Rua São Mateus há 25 anos, afirma que as mudanças previstas podem amenizar os transtornos do trânsito, embora não acredite na solução do problema. "Vejo isso como uma medida emergencial, porque tiraria a mão dupla da rua. Porém, ainda teríamos o pesado tráfego de caminhões que circulam pelo bairro."

No caso de Santa Luzia, o presidente da Associação de Moradores, Ary Raposo, vê esta como a única alternativa para amenizar os transtornos. "Hoje a região virou acesso para aqueles que seguem em direção ao Acesso Sul até a BR-040. Em algumas ruas, a existência de mão dupla já é inaceitável. Só esperamos que saia do papel", comenta. Procurado pela Tribuna, o arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira, por meio da assessoria de imprensa da Arquidiocese de Juiz de Fora, informou que vai aguardar o comunicado oficial da Prefeitura para se manifestar sobre a intenção de desapropriar parte do morro que pertence ao Seminário Santo Antônio, para a construção de um novo caminho, entre as ruas Três Ilhas e Dom Silvério.

Na Zona Norte, o presidente da Sociedade Pró-Melhoramentos (SPM) do Bairro Santa Cruz, Sebastião dos Reis, afirma ter conhecimento da concepção do projeto elaborado pela Settra e avalia a possibilidade de a proposta melhorar a fluidez na Avenida Doutor Simeão de Faria. "Há cerca de três anos, tivemos uma conversa com o prefeito Custódio Mattos em que o assunto foi discutido. A comunidade espera que isso ocorra com entusiasmo porque, hoje, a situação do trânsito do bairro está péssima. O tráfego de caminhões é intenso, sem contar o grande número de veículos estacionados em uma vias estreitas. Acreditamos que as mudanças resolveriam o problema."

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