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Tumulto no Ceresp deixa oito feridos

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Confusão começou quando agentes penitenciários faziam vistoria de rotina
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Confusão começou quando agentes penitenciários faziam vistoria de rotina

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Atualizada às 15h05

Um princípio de rebelião foi registrado no Ceresp na quarta-feira (28). A confusão começou quando agentes penitenciários realizavam a busca de rotina. Na primeira cela, foram encontrados cartuchos intactos de munição calibre 635 escondidas na latrina. Mediante a localização deste material, os agentes empreenderam uma vistoria em toda a cadeia com objetivo de encontrar armas de fogo. No decorrer da revista, uma substância semelhante a maconha foi descoberta dentro de um colchão. Inconformados com a operação, detentos da cela H começaram um tumulto e incitaram os demais presos a fazerem o mesmo. Na confusão, os presos atearam fogo aos colchões provocando um incêndio. As chamas foram controladas pelos próprios agentes de plantão. Segundo informação da Polícia Militar, os feridos foram socorridos pelo Samu e encaminhados ao HPS.

De acordo com informações da assessoria da Secretaria de Saúde, um homem teve 70% do seu corpo queimado, está sedado e seu quadro é considerado grave. Outros cinco homens tiveram queimaduras de primeiro e segundo graus e apresentam estado de saúde estável. Os outros dois detentos receberam alta nesta manhã. Dois agentes tiveram intoxicação pela fumaça e foram medicados.

Nota oficial

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Em nota, a  Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) informou que os prórpiros agentes, acompanhados pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR) do sistema prisional, controlaram o fogo, evitando que as chamas se alastrassem por outros espaços da unidade. Ainda segunda a subsecretaria, havia 12 presos na cela no momento do confusão.

A Polícia Militar foi acionada para realizar o registro da ocorrência, e a Polícia Civil, para fazer perícia no local. Os presos começaram a ser ouvidos na 7ª Delegacia Regional de Santa Terezinha.  A nota informa, ainda, que "apesar de o tumulto ter ocorrido após um procedimento de vistoria nas celas da unidade, não há nenhuma comprovação de relação entre os fatos. A unidade instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido".

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