Ícone do site Tribuna de Minas

Suspeito de duplo homicídio é julgado

PUBLICIDADE

Com rosas brancas e cartazes nas mãos e vestindo camisas pedindo justiça, familiares e amigos de mãe e filha mortas em outubro de 2010, em Benfica, Zona Norte, assistiram ontem ao julgamento do suspeito dos assassinatos. Até o fechamento desta edição, o júri popular, composto por cinco homens e duas mulheres, ainda não havia decidido se o motorista Olavo Monteiro de Carvalho Neto era inocente ou culpado. A expectativa era de que o julgamento entrasse madrugada adentro.

O réu é ex-marido de Waléria da Rocha Tassara e pai de Elisa Monteiro Tassara, encontradas mortas no dia 14 de outubro de 2010, com sinais de violência, no apartamento de fundos onde moravam, no primeiro andar de um prédio na Rua Henrique Dias. A cena do crime chamou atenção pela crueldade. A garota, então com 12 anos, estava no quarto, com pés e mãos amarrados para trás. O exame de necropsia revelou que ela foi morta por asfixia em decorrência de constrição no pescoço. Já a mãe, 42, estava caída no banheiro, com várias perfurações na cabeça e um cabo de vassoura introduzido pela boca. A morte dela teria sido provocada por traumatismo crânio-encefálico. As vítimas estavam desaparecidas há vários dias e foram encontradas, em estado avançado de decomposição, por um dos irmãos de Waléria.

PUBLICIDADE

Quatro testemunhas de acusação e cinco de defesa seriam ouvidas ao longo do dia de ontem. Na época do crime, apesar de ter negado a autoria, o suspeito foi indiciado por duplo homicídio qualificado. O homem havia sido preso no mesmo dia em que os corpos foram achados, por causa de dois mandados de prisão preventiva que havia contra ele, por suspeita de furto de cargas, acusação da qual ele foi absolvido. Após a conclusão do inquérito, o delegado responsável pelo caso também solicitou à Justiça a prisão preventiva de Olavo, em virtude dos assassinatos.

Sair da versão mobile