| Candidatos em debate na Faculdade Machado Sobrinho |
Bruno Siqueira (PMDB), Custódio Mattos (PSDB), Laerte Braga (PCB), Marcos Aurélio Paschoalin (PRP), Margarida Salomão (PT) e Victória Mello (PSTU) cumpriram mais um compromisso conjunto de campanha e realizaram um debate morno ontem à noite, na Faculdade Machado Sobrinho. Os candidatos evitaram um enfrentamento direto e praticamente restringiram-se a defender suas propostas pessoais de campanha. Com apenas um bloco destinado a perguntas entre os concorrentes, eles se mostraram mais preocupados em atingir o público, formado principalmente por estudantes.
No primeiro bloco, os concorrentes esclareceram os motivos que os levaram a se candidatar. Em seguida, Victória abriu a série de perguntas entre os candidatos e questionou Margarida sobre suas propostas para o combate à violência contra a mulher. "Pretendo montar uma coordenação de mulheres, que proponha ações nas áreas de educação, segurança e cultura, além de uma secretaria de Defesa Social. O poder público não pode se esquivar", respondeu a petista. Na única oportunidade de enfrentamento, quando Custódio perguntou a Bruno sobre seus planos para a juventude, não houve embates. "Temos que pensar que temos diferentes jovens na cidade. Por isso, precisamos ter ações diferenciadas, de acordo com nível social de nossos jovens", ponderou o peemedebista. Em sua réplica, o atual prefeito se limitou a destacar ações desenvolvidas em sua gestão, como os programas Pró-Jovem o Urbano e o Poupança Jovem.
A educação foi o tema da pergunta de Laerte feita a Victória, que destacou a necessidade da destinação de maiores recursos para o setor. "Nossa proposta passa por exigir do Governo federal que 10% do PIB seja investido na educação. Também pretendemos aumentar os investimentos feito pelo município, possibilitando a construção de novas escolas." Já Laerte foi perguntado por Margarida sobre suas propostas para o esporte. "Falar de esporte é falar de educação, cultura e formação. É preciso recuperar uma tradição de nossa cidade, que já sediou grandes eventos e torneios regionais." Por último, Bruno se dirigiu a Paschoalin. "É a segunda vez que fico por último e tenho que fazer uma pergunta a você", brincou, antes de colocar à baila uma discussão sobre a mobilidade urbana. "Nosso transporte público está viciado há mais de 25 anos. Todos os ônibus vão para a região central da cidade. Parte da resolução passar por tornar as linhas de ônibus diametrais e radiais", defendeu o candidato do PRP.
Punição
O único momento em que o debate saiu do roteiro foi quando Paschoalin indagou Custódio sobre os gastos com publicidade da atual gestão, e se a máquina administrativa não estaria sendo usada para fins eleitorais. O atual prefeito não se intimidou. "Devia ter divulgado mais a herança e as dívidas que a atual gestão e a cidade receberam da administração anterior. Se há um assunto que é controlado política e juridicamente é a publicidade. Passamos por todos os crivos." Em sua réplica, Paschoalin insistiu no tema. "As propagandas são em benefício pessoal." Neste momento, a comissão organizadora do debate alegou que o candidato estava infringindo as regras, e ele acabou impedido de comentar a resposta do adversário.
No terceiro bloco os candidatos voltaram a discursar sobre os temas debatidos anteriormente, em perguntas feitas por alunos e professores da faculdade, antes de se despedirem em suas considerações finais.
