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Reposição de conteúdo é grande preocupação na volta às aulas

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Escolas lotadas no 1º dia após 112 parados
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Escolas lotadas no 1º dia após 112 parados

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O primeiro dia de aulas após a greve de 112 dias dos professores estaduais foi marcado por muita desconfiança dos pais, tanto em relação à reposição das aulas quanto sobre o aprendizado dos filhos. Mesmo que as aulas não tenham sido paralisadas totalmente, muitos pais foram levar os filhos no retorno da paralisação. Na porta da Instituto Estadual de Educação (Escola Normal), muitos trocavam informações se haveria professores disponíveis para todas as disciplinas. "Todo ano eles dizem que vai ter reposição, mas na prática não fazem nada. No ano passado foi a mesma coisa. Mas eu não quero que meu filho tenha nota para passar de ano, quero que ele aprenda", diz a dona de casa Rosilene Inocêncio, mãe de dois estudantes da instituição, de 9 e 14 anos. "Para o meu mais velho, que está no oitavo ano, acho que o ensino já está comprometido", lamenta. "Mesmo sem poder, estou pagando aula particular de matemática para ele", completa.

A mesma preocupação é compartilhada pela também dona de casa Elizângela Dias Almeida, mãe de uma aluna de 15 anos do nono ano do ensino fundamental. "Ela não tem nota em geografia. Está lá um zero. Matemática e português também não teve substituição. Mesmo que ela ainda não for prestar vestibular, ano que vem ela já vai para o primeiro ano (do ensino médio) prejudicada".

Na Escola Estadual Delfim Moreira (Grupo Central), o clima não era de retorno, pois na maior parte das salas as aulas não chegaram a ser suspensas. "Na minha sala não foram todos os professores que entraram em greve, mas em outras salas acredito que possa haver necessidade de reposição. Vou tentar o Pism esse ano e acho que está tranquilo", diz a estudante do segundo ano do ensino médio, Mariana Morais de Oliveira, 16 anos.

Conforme assessoria de comunicação da SEE informou na última quarta-feira, a orientação é para que os dias de greve sejam repostos aos sábados, em janeiro e parte de fevereiro, com autonomia para cada instituição. Pela orientação, não haverá aulas nos dias 12 de outubro e 2 e 15 de novembro. O recesso de fim de ano, entre 24 de dezembro e 1º de janeiro, também será mantido. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) em Juiz de Fora, nenhuma instituição da cidade ficou inteiramente paralisada. Conforme a coordenadora de comunicação do sindicato, Yara Aquino, os 15% do total do quadro de professores estaduais que aderiram à greve na cidade retornaram ao trabalho hoje.

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