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Estudantes da UFJF utilizam materiais recicláveis em carro para competição da Shell no Rio

Estudantes da UFJF participam de competição da Shell com carenagem de materiais recicláveis
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(Foto: Divulgação / Equipe Capivara)
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A Shell Eco-marathon Brasil 2025 terminou na quinta-feira (28), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. O evento reuniu centenas de estudantes de diferentes países da América Latina em uma competição voltada para a criação de veículos com alta eficiência energética. Entre os participantes esteve a equipe Capivara,, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Leonardo Kelmer, vice-capitão da equipe, explica que o principal objetivo é a construção de um veículo de extrema eficiência energética. Ele deve ter a maior autonomia possível a partir do próprio sistema de propulsão, que pode ser a combustão, a hidrogênio, ou, no caso da Capivara, a bateria elétrica. Existem dois modelos: o conceito urbano, com quatro rodas, e o protótipo de veículo, com três rodas, como o da UFJF.

Para a construção do carro, a equipe – composta por 18 pessoas – se dividiu em três setores principais: gestão, elétrica e mecânica. “Além disso, nós trabalhamos com conceito de adaptação, então utilizamos muitos componentes de kart e bicicleta para construção da direção e freio, por exemplo, e também utilizamos materiais recicláveis para fabricação da carenagem que será instalada no carro”, acrescenta Leonardo.

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Antes de ir para a pista, é necessário passar por uma vasta inspeção, com dez itens, considerando freio, direção, e toda a parte mecânica e elétrica, para que o veículo seja considerado suficientemente seguro e autônomo.

Na pista, eles têm que fazer até dez voltas em 25 minutos, para considerar uma volta válida. Depois da volta válida, o pessoal da Shell faz uma contabilização de qual foi a economia a partir de um joulímetro instalado no carro.

Para se ter uma noção do quão independentes e eficientes são esses carros, o primeiro lugar na categoria protótipo de combustão deste ano conseguiu uma marca de 699 quilômetros por litro, e a bateria elétrica, a melhor marca foi de 374 quilômetros por quilowatt-hora, uma autonomia muito boa, na visão de Leonardo.

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“Tudo isso nos ajuda muito enquanto estudantes da UFJF, pois, muitas vezes, conciliamos o estudo para o projeto com o conteúdo aprendido na faculdade. Além disso, a participação também nos prepara para o mercado de trabalho”, conclui o vice-capitão.

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