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Feira livre da Brasil é debatida na Câmara

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A situação dos ambulantes da feira livre de domingo na Avenida Brasil foi debatida em audiência pública ontem, na Câmara dos Vereadores. Feirantes argumentaram que a poeira causada pelas obras viárias da Prefeitura que estão sendo realizadas na Rua Leopoldo Schmidt, próximo ao Terreirão do Samba, resulta em transtornos para eles que dependem da atividade para sobreviver. Além disso, destacaram que a falta de estrutura no local é outro fator que atrapalha a atividade e que a possível mudança de localização da feira pode prejudicar não apenas os trabalhadores como os clientes.

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Conforme o presidente da Associação dos Feirantes, Marco Antônio Barreto de Almeida, a feira da Avenida Brasil é fonte de renda para cerca de 200 pessoas e movimenta, a cada domingo, cerca de R$ 200 mil. Além disso, o impacto gerado por uma mudança de localização para um espaço mais distante pode provocar a redução da atividade, uma vez que 70% das pessoas que frequentam o local usam o transporte coletivo. O proponente da audiência, vereador Francisco Canalli (PMDB), enfatizou a necessidade de medidas emergenciais para minimizar os problemas enquanto são realizadas as obras, tais como a limpeza antes da feira e a colocação de banheiros químicos.

Representantes das secretarias de Obras, Agropecuária e Abastecimento e Atividades Urbanas participaram da audiência e informaram que a mudança de local da feira ainda está em discussão junto ao Executivo e que, assim que houver decisão, esta será repassada e debatida com os envolvidos. Quanto aos problemas de estrutura, banheiros químicos serão colocados durante a feira para atender a população e, ainda, caminhões-pipa e equipes do Demlurb deverão ser empenhadas para realizar a limpeza das ruas onde há obras.

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