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Aeronáutica chega a JF para investigar causas do acidente

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Cipriano Magnum, Gerente do Serrinha, comenta acidente
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Cipriano Magnum, Gerente do Serrinha, comenta acidente

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No início da tarde de ontem, uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com base no Rio de Janeiro e chefiada pelo coronel Paulo Santos, chegou à cidade para investigar as circunstâncias do acidente que matou oito pessoas no início da manhã de sábado (28) próximo ao Aeroporto da Serrinha. Segundo a assessoria da Aeronáutica, o grupo trabalhará na coleta de informações sobre as condições meteorológicas e no levantamento de pistas sobre o que pode ter ocasionado a queda, refazendo a trajetória da aeronave e, recolhendo peças da fuselagem e a caixa-preta encontrada.

Segundo o órgão, todas os dados constarão em relatório final, que irá concluir as causas da tragédia. Ainda não há data prevista para a conclusão da investigação. O Seripa III, responsável pelos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, é vinculado ao Centro de Investigações (Cenipa), em Brasília, e representa um dos quatro braços do órgão no país.

Depois de concluídas as primeiras análises no local do acidente aéreo, o coronel do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), Paulo dos Santos, e o gerente da Sinart, empresa que administra o Aeroporto da Serrinha, Cipriano Magno de Oliveira, conversaram com a imprensa sobre o acidente. Segundo Cipriano, o piloto da aeronave teria feito cerca de cinco contatos com a rádio de controle do aeroporto entre 7h40 e 7h50. No decorrer da conversa, o funcionário do aeroporto teria informado sobre as condições do tempo. O coronel Paulo dos Santos ressaltou que as condições climáticas no momento do acidente eram desfavoráveis e que, nestes casos, cabe ao piloto a decisão pelo pouso. No entanto, ainda não se pode afirmar o que teria acontecido após o contato.

A expectativa é de que, com a caixa-preta, fique esclarecido o que foi dito entre os pilotos e com a torre momentos antes do acidente. O que não for apreendido pela equipe da Seripa ficará à disposição dos responsáveis pelo bimotor.

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Os trabalhos foram interrompidos assim que anoiteceu. Amanhã outros oficiais da Aeronáutica deverão chegar à cidade para auxiliar nas investigações. Assim que o laudo for concluído, será publicado oficialmente no site do órgão.

O técnico de segurança de voo e operador de estação, Reinaldo Bertolin, destacou que ao definir o plano de voo, a aeronave é abastecida com quantidade de combustível suficiente para pousar em outro local, caso haja um imprevisto. A sugestão de Reinaldo, seria o aeroporto de Goianá. Porém, para o profissional, não é possível, ainda, assegurar que o avião teria condição de realizar este procedimento.

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