
Uma quadra esportiva particular localizada no Bairro Benfica, Zona Norte, foi interditada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) no último sábado (27). Fiscais de posturas e guardas municipais foram até o local, na Rua Guararapes, e encontraram várias pessoas sem máscaras praticando esporte e outras consumindo bebidas alcoólicas comercializadas no próprio espaço. Conforme a PJF, o proprietário foi notificado sobre a proibição das atividades, e o local deverá permanecer fechado enquanto vigorar o decreto de enfrentamento à situação de emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus na cidade.
A apuração da PJF com base nas regras de isolamento social e de funcionamento do comércio é feita pela central da Guarda Municipal, através do telefone 153, e da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaur), pelo (32) 3690-7507. O Bairro Benfica apareceu, na última semana, pela primeira vez, na lista de regiões com registro de casos de Covid-19 na cidade.
Procurada pela reportagem ainda na segunda-feira (29), o responsável pela quadra interditada, Vinícius Kasai, respondeu, na manhã desta terça (30), que “houve sim violação ao decreto da prefeitura”, salientando que, no entanto, “tal norma é vaga ao se referir à prática poliesportiva em áreas abertas”. Ele explica que o seu espaço é utilizado para a prática de futevôlei, um esporte praticado em área aberta e sem contato físico direto, o que tornaria a sua atividade segura.
O proprietário também explicou que o funcionamento da área já estava alterado em razão da pandemia, com horário de funcionamento reduzido e número menor de pessoas no espaço, que só podiam entrar mediante pré-agendamento e seguindo todas as normas de prevenção. “Entendo que a situação atual é atípica para saúde pública, bem como para economia, sendo o local fonte de renda e sustento. Outros segmentos que não têm por escopo qualidade de vida e bem estar já se encontram em funcionamento flexibilizado”, disse, concluindo que “o estabelecimento não tem, e jamais teve, a intenção de prejudicar a população local ou contribuir para o agravamento de calamidade”.
