Quem tem o costume de passar diariamente pelo Centro já se habituou a conviver com o canteiro de obras que se transformou o Parque Halfeld, que passa por ampla reforma, estimada pela Prefeitura de Juiz de Fora como a maior desde o ano de 1981. Hoje os trabalhos no local completam um ano, mas a finalização dos mesmos só deve acontecer em setembro deste ano, dez meses depois da data anunciada anteriormente, em novembro de 2015. Segundo a PJF, o atraso no cronograma se deu pelo tempo chuvoso e as festas de final de ano, que suspenderam as atividades durante o período. Enquanto a obra continua, o resultado das mesmas divide opiniões entre os juiz-foranos.
Para a faxineira Mariles de Oliveira, 58 anos, que faz uso de muleta há dez, a troca de parte do piso, um dos itens previstos para o local, já trouxe benefícios a ela. “Deu uma melhorada na estabilidade. Embora eu nunca tenha me acidentado, antes eu precisava andar com mais cuidado e olhar pro chão para caminhar”, disse. O carpinteiro aposentado Antônio Daniel, 68, não está muito otimista sobre o serviço. “Estão demorando demais. Acho que, quando ficar pronto, não vão conseguir manter. Eles precisam cuidar de outros pontos, como limpar as ervas de passarinho que estão afetando as árvores.”
A revitalização do piso, a partir da retirada das pedras portuguesas, tem como objetivo evitar os desníveis existentes no chão em razão do crescimento das raízes das árvores. Segundo a Prefeitura, esta etapa, assim como a colocação do piso guia-tátil para facilitar o trajeto de deficientes visuais e das rampas, já foi realizada no trecho superior do parque, próximo à Rua Santo Antônio e à Rua Marechal Deodoro, e, agora, concentra-se na parte próxima à Avenida Rio Branco. Neste ponto, há também a elevação dos canteiros para melhorar o espaçamento entre a calçada e a área verde, sem prejudicar as árvores.
A PJF informou que a substituição e a realocação de parte do mobiliário urbano, como bancos e mesas de jogos, também previstas, depende da chegada do restante do recurso. Entre os serviços já concluídos estão a troca da iluminação, reparo no coreto, implantação das câmeras do Olho vivo, revitalização do parquinho, troca das lixeiras, reforma dos banheiros, retirada das pérgulas e instalação da internet de rede sem fio. O custo da obra é de R$ 398.665,72, sendo 8% de contrapartida do Município, e os demais provenientes do Ministério do Turismo. Todo o trabalho obedece às características originais do parque, tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac).

