Atualizada às 22h37
Alunos, professores, funcionários e ex-alunos do Instituto Metodista Granbery realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (29) contra a direção da Faculdade Metodista Granbery e a Rede Metodista de Educação. Ao longo do dia, diversas atividades foram paralisadas e, no início da noite, os manifestantes deram um abraço simbólico no prédio da instituição, na esquina das ruas Sampaio e Batista de Oliveira. Conforme o vice-presidente da Associação dos Granberyenses, Ulisses Belleigoli, a atual administração estaria adotando medidas arbitrárias e antiéticas, inclusive com demissões e ameaças, além de assédio moral.
A instituição prepara uma representação que será enviada ao Ministério Público, questionando irregularidades na administração da faculdade. “O Granbery tem selo de instituição filantrópica, temos isenções de impostos. Por causa disso, todo o dinheiro tem que ser investido na própria escola.”
Por meio de nota enviada pela Rede Metodista de Educação, que reúne diversas instituições de ensino por todo o Brasil, o diretor da Faculdade Metodista Granbery, Walker Soares do Nascimento, informou que a faculdade “tem vivenciado alguns momentos de tensão provocados por um pequeno grupo de colaboradores”. Alegou ainda que “a situação econômica e financeira do país tem obrigado as instituições educacionais a promoverem uma série de ajustes para garantir a sustentabilidade de seu projeto acadêmico-pedagógico”.
Ainda na nota, o diretor afirma que “nem sempre os ajustes agradam a todos os envolvidos, pois significam, muitas vezes, deixar de contar com a colaboração de bons profissionais, alguns com muitos anos como empregados no mesmo local”. Por fim, manifestou que “as portas da Direção da Faculdade Metodista Granbery encontram-se abertas ao diálogo respeitoso, ético e que garanta o exercício da cidadania.”
O vice-presidente da Associação dos Granberyenses, Ulisses Belleigoli, questiona a alegação de que a crise seja financeira. “O Granbery é a única instituição saudável da rede.”
