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Após tremor, escola já pode retomar aulas

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Defesa Civil liberou o local após vistorias
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Defesa Civil liberou o local após vistorias

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A Escola Municipal Santos Dumont, localizada no bairro de mesmo nome, na Cidade Alta, irá retomar as aulas nesta quinta-feira (1º), depois de ter ficado interditada, desde o final da manhã de terça-feira (28), por conta de um tremor que teria sido sentido no imóvel. Entre a manhã e a tarde de ontem, equipes da Cesama e da Defesa Civil estiveram no local e afirmaram que, provavelmente, a trepidação foi decorrente de uma acomodação da estrutura provocada por problemas nas redes de captação de água pluvial e de esgoto, que causaram algumas infiltrações. Entretanto, os técnicos informaram não haver perigo de desabamento. Além de retomar as atividades, a direção da escola deve realizar uma reunião com pais e engenheiros da Defesa Civil, para que sejam prestados esclarecimentos à comunidade escolar. A unidade tem cerca de 700 alunos, divididos em três turnos.

Após concluir a vistoria do imóvel, o subsecretário de Defesa Civil, major José Mendes da Silva, explicou que será produzido um relatório apontando que tipos de reparos precisam ser feitos no local. Ele explicou que, em média, o órgão leva 15 dias para concluir esse tipo de material, mas a expectativa é de que seja finalizado antes. Com isso, vão ser enviadas cópias às secretarias de Obras e Educação, para que sejam tomadas as devidas providências. "Fizemos uma vistoria mais detalhada para que verificássemos as condições de segurança da escola. É uma acomodação que acontece muito lentamente, e isso não oferece risco a nenhum aluno." Ainda, de acordo com ele, a rede de esgoto terá que ser refeita, e o pátio melhorado, pontuando que não há necessidade de que o serviço seja realizado de imediato.

De acordo com a diretora da escola, Giovanna Ciampi Barroso, o tremor foi sentido por professores, que conseguiram remover as crianças da sala sem causar pânico, levando-as para o pátio. Na ocasião, foram afetadas duas salas, com alunos com idades de 10 a 14 anos. Segundo ela, foi possível ver trepidar a merenda das crianças que estava sobre a carteira. Ela relatou, ainda, que algumas trincas que já existiam na parede aumentaram, além de terem surgido novas. Ainda, como a diretora contou, o chão também cedeu um pouco. Giovanna afirmou que as salas foram construídas há, pelo menos, dez anos, e nunca havia acontecido algo parecido. "Agora esperamos que os reparos sejam feitos o quanto antes para que possamos voltar a funcionar com tranquilidade."

 
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