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Escola é invadida pela quarta vez em menos de 10 dias

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Suspeitos deixaram colégio todo revirado
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Suspeitos deixaram colégio todo revirado

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Atualizada às 14h55

Os mais de mil alunos da Escola Estadual Batista de Oliveira, no Bairro Costa Carvalho, Zona Sudeste, ficaram sem aula nesta segunda-feira (28), e essa não foi a primeira vez. As atividades foram suspensas nas duas últimas segundas-feiras devido a arrombamentos seguidos de furtos. Na madrugada de segunda, a instituição foi invadida pela quarta vez em menos de dez dias, revoltando professores e funcionários. Os criminosos arrombaram portas internas e danificaram armários, deixando o colégio revirado e sem condições de receber os 1.050 estudantes, que cursam do 1º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As aulas também foram canceladas por falta de materiais didáticos, já que os ladrões conseguiram furtar praticamente todos os eletrônicos na sequência de ações criminosas: televisor de 52 polegadas, cinco computadores completos, aparelho de som, máquina fotográfica, liquidificador industrial, além de escada de alumínio, máquina de solda e, até, torneiras de um banheiro infantil, que ainda não havia sido inaugurado. 

A suspeita é de que os bandidos tiveram acesso a chaves do local, porque não havia sinais de arrombamento no portão pelo qual teriam entrado. Durante as investidas, os criminosos também danificaram o alarme e o sistema de monitoramento por câmeras que ajudavam a proteger a instituição. O dispositivo sonoro chegou a ser consertado na semana passada, mas os fios foram novamente cortados, supostamente com auxílio de uma foice deixada perto da porta pelos invasores. Eles também teriam utilizado água para danificar os equipamentos. 

 "Como vamos desenvolver algum trabalho pedagógico se levaram até brinquedos das crianças?", questionou o professor de história Henrique Araújo Soares. Fora os atos de vandalismo, que causaram destruição, ele estima um prejuízo de R$ 10 mil em produtos furtados. Para o docente, apenas a reposição do material pelo Estado não é suficiente. "Como fica a continuidade do nosso trabalho? Precisamos que invistam em segurança. Dá vontade de chorar quando encontramos esse cenário de abandono e vandalismo em pleno dia do funcionário público." Conforme o professor, um dos sinais evidentes de insegurança é o próprio muro do colégio, que está repleto de buracos. 

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A vice-diretora da escola, Ana Luiza Horta Raymundo, confirmou que os crimes têm causado prejuízo aos estudantes. "Os alunos estão sem aula porque não tivemos condições de recebê-los e não há material para trabalharmos", lamentou. 

 

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