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Polícias debatem segurança em encontro

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A questão dos recentes confrontos entre grupos de jovens rivais na área central de Juiz de Fora e nos bairros foi um dos temas tratados em reunião entre o comandante da 4ª Região de Polícia Militar, coronel Ronaldo Nazareth; o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, Rogério de Melo Franco Assis Araújo; e o diretor-presidente da Tribuna de Minas, Juracy Neves. O encontro foi realizado, na tarde de ontem, na sede da Esdeva Indústria Gráfica. De acordo com o coronel, apesar dos últimos registros, a Polícia Militar não detecta que a cidade vive uma onda de violência e que, o mais preocupante nesse cenário, é o envolvimento crescente de adolescentes no crime. Para contornar a situação, nosso trabalho é realizado por meio de monitoramento desses grupos, que, às vezes, combina confrontos nas redes sociais. Nosso serviço de inteligência consegue acompanhar essas informações e colhe resultados positivos, inclusive com impedimento de conflitos.

Quanto aos casos de homicídios, o comandante afirma que o município possui uma taxa comparável a de países do primeiro mundo, estacionada em sete registros por cem mil habitantes. É um dado positivo, porque a média em Minas Gerais é de 15 para cem mil habitantes. Juiz de Fora está bem abaixo até de cidades de porte menor. A PM registra homicídio na hora do fato, não há acompanhamento de casos em que a pessoa falece depois no hospital. Nossos dados, que também se baseiam em estatísticas de 2011, apontam que hoje temos quatro casos de assassinatos a mais do que no ano passado. Acreditamos que vamos fechar o ano ainda dentro dessa taxa de sete por cem mil habitantes, vislumbra Ronaldo Nazareth. Conforme levantamento da Tribuna, a cidade já soma, até ontem, 61 casos de homicídio, contra 54 ocorrências, em 2011.

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Programa ‘Fica vivo’

Sobre a implantação na cidade do programa do Governo Estadual Fica vivo, para redução do índice de homicídio, o militar disse que qualquer projeto que vise o combate a crimes contra a pessoa é bem-vindo, mas considera que a taxa registrada em Juiz de Fora não coloca o município entre as prioritários para recebê-lo. Outras cidades mineiras têm índices mais altos e, para instalação do projeto, existem critérios. Um deles é a taxa de assassinatos. Como ela é baixa, é bem possível que ele não venha para Juiz de Fora.

O delegado chefe do 4º Departamento da Polícia Civil, Rogério de Melo Franco Assis Araújo, ressalta que a corporação também trabalha com inteligência, priorizando a apuração de homicídios e crimes violentos e identificando grupos com características de gangues. Durante 90 dias, houve uma investigação, que concretizou em uma ação realizada hoje (ontem) com a detenção de quatro adultos e apreensão de um adolescente. Com isso acreditamos que estamos trabalhando para a desarticulação destas gangues.

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Déficit de efetivo na Civil

A defasagem de policiais civis atuando na cidade, como foi mostrado em matéria da Tribuna esta semana, também foi discutida no encontro. Como apontou o chefe do 4º Departamento, o efetivo atual é previsto. Entretanto, como indica o delegado, existe uma defasagem que não é expressiva. Há um déficit de servidores, até pelo fato das aposentadorias, mas é um caso que será suprido com concurso público. Para delegados e escrivães, o certame já está em andamento, com expectativa de que os escrivães já estejam liberados em outubro, e os delegados, nos meses de fevereiro ou março de 2011. Quanto aos investigadores, há perspectiva de abertura de concurso em breve. Neste caso, o déficit não é tão expressivo, o que deve ser feito é a melhor gestão do efetivo atual, tirando policiais de desvio de função.

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Sobre a instalação das Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) em outras regiões de Juiz de Fora, já que só a do Bairro de Lourdes, na Zona Sudeste, está em pleno funcionamento, Rogério de Melo Franco Assis Araújo, afirma que a iniciativa é do Governo Estadual e há esforços para que esta determinação seja concretizada. Hoje elas funcionam em ambiente virtual, e estamos trabalhando para que sejam efetivadas de forma física em todas as regiões de Juiz de Fora. Temos que aguardar os resultados das eleições para que, a partir daí, possamos melhorar a defesa social da cidade, já que as Aisps são fundamentais para a segurança do município. Com a descentralização do efetivo, que hoje se encontra na sede de Santa Terezinha, haverá uma maior gestão da segurança pública.

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