O atual processo eleitoral irá resultar em uma renovação de 64% nas Prefeituras das 142 cidades que compõem a Zona da Mata mineira. Dos atuais prefeitos, apenas 51 concorrem à reeleição. Entre eles, Custódio Mattos (PSDB), que volta à corrida pelo Executivo de Juiz de Fora. Com o maior número de governantes eleitos em 2008, os tucanos respondem pela administração de 31 municípios e encabeçam a lista dos candidatos que buscam o segundo mandato, com oito nomes. Mesmo número apresentado pelo PMDB, que elegeu 21 prefeitos no pleito passado e tem em Bruno Siqueira a esperança de retomar a gestão juiz-forana a partir de 2013. O PT, que reapresenta a candidatura local encabeçada por Margarida Salomão, tem atualmente 13 chefes de Executivo na região. Três deles voltam ao páreo nas eleições de outubro. Os demais partidos que integram a disputa pela sucessão em Juiz de Fora – o PCB, de Laerte Braga; o PRP, de Marcos Aurélio Paschoalin; e o PSTU, de Vitória Mello – não estão à frente de nenhuma prefeitura na região.
Ao todo, a Zona da Mata terá 351 candidatos a prefeitos. A disputa mais acirrada promete ser em São João Nepomuceno, onde sete nomes serão avaliados nas urnas. Número superior ao observado no maior colégio eleitoral da região, Juiz de Fora, onde seis postulantes estão na corrida pela Prefeitura. Assim como entre os nomes que buscam a reeleição, PSDB e PMDB são as duas legendas que apresentam o maior número de candidaturas na região. Os tucanos são os cabeças de chapa em em 56 municípios, enquanto os peemedebistas estão na disputa pela administração de 55 cidades. Completando a lista das cinco siglas com o maior número de candidatos a prefeito, aparecem ainda o PT, com 38; o DEM, 30; e o PP, 26.
Se, por um lado, os eleitores de São João Nepomuceno e Juiz de Fora terão uma gama maior de possibilidades na hora de definir os seus votos, o cenário é o oposto em três cidades, onde apenas um candidato "disputa" a Prefeitura. Sem concorrentes, Daniel Guimarães Sathler (PMDB) tenta a reeleição em Alto Jequitibá. Nas demais candidaturas solitárias, os postulantes fazem parte da base governista. Em Rodeiro, Luiz Antônio Medeiros (DEM) conta com o PTB, do atual prefeito José Carlos Ferreira, em sua coligação. O mesmo acontece em Sericita, onde Marilda Eni Coelho (PSDB) tem o apoio do DEM, do prefeito Antônio Sérgio da Cruz. Mesmo com um horizonte tranquilo pela frente, somando-se a previsão de gastos com campanha dos três postulantes, as cifras chegam a R$ 190 mil, muito superior às de Victória Mello (PSTU, R$ 100 mil) e Laerte Braga (PCB, R$ 50 mil), que disputam um pleito concorrido em Juiz de Fora, com um total de seis candidatos.
Curiosamente, nas três cidades que apresentam candidaturas únicas, partidos como o PT, da presidente Dilma Roussef, convive harmoniosamente com oposicionistas como o DEM e o PSDB. A expectativa de nacionalização das campanhas municipais, com embates entre tucanos e petistas, deve acontecer em apenas 11 cidades. Além de São João Nepomuceno e Juiz de Fora, as duas legendas vão disputar votos em Amparo da Serra, Astolfo Dutra, Pedra Dourada, Ponte Nova, Rio Doce, Rio Preto, Rochedo de Minas, Senador Firmino e Vieiras.
Legislativo
Mais ferrenha, a corrida pelas 1.349 cadeiras distribuídas pelas Câmaras dos 142 municípios da Zona da Mata terá 9.510 candidatos. Hipoteticamente, seriam cerca de sete postulantes por vaga. Na prática, algumas cidades terão uma disputa extremamente concorrida. Mais uma vez, Juiz de Fora, que com 19 vagas e 443 postulantes, tem média 23 por vaga; e São João Nepomuceno, com 17 candidatos por cadeira, puxam a fila. Na sequência, aparecem Santos Dumont (15 por vaga), Viçosa (14) e Leopoldina (14). O cenário mais tranquilo é observado em Sericita, onde 21 nomes concorrem pelas nove Legislaturas disponíveis, média de 2,3 por vaga.
