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Delegado suspeito de integrar quadrilha é preso em JF

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Um delegado do 4º Departamento de Polícia Civil de Juiz de Fora, lotado no município de Rio Preto (MG), foi preso na madrugada de quarta-feira suspeito de integrar quadrilhas de roubo de caminhões e de falsificação de documentos desmantelada pela Polícia Civil durante a operação Esquema. De acordo com o chefe da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Eduardo de Azevedo Moura, o suspeito está sendo investigado pela corregedoria da corporação e foi afastado de suas atividades em Rio Preto, encontrando-se à disposição da regional de Juiz de Fora. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o nome do delegado será mantido em sigilo até o término das investigações da Corregedoria. Ele foi preso em Juiz de Fora depois de cumprimento de um mandado de prisão temporária. Na última terça-feira, outro delegado suspeito de envolvimento com as mesmas quadrilhas também foi detido em São Joaquim de Bicas, região metropolitana de Belo Horizonte.

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Cerca de 1200 documentos falsos

No dia 13 de abril, uma funcionária pública da Prefeitura de Rio Preto, cedida à delegacia daquela cidade, e um despachante de Volta Redonda, 36 anos, que tinha ligações com circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) e seria o interlocutor entre as quadrilhas, foram presos pela Polícia Civil. Conforme o delegado da cidade Abre Campo (MG) e responsável pela operação na época, Carlos Roberto de Souza, as quadrilhas eram especializadas em forjar documentação para emplacamento de veículos em Ciretrans da região Sudeste. Foram identificadas falsificações emitidas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Os documentos eram forjados para fomentar o roubo de veículos de cargas. Até o dia 13 de abril, 1.249 documentos falsos foram descobertos. As investigações tiveram início em maio de 2010, quando a Polícia Civil de Abre Campo constatou o aumento significativo do roubo de caminhões na BR-262, que liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES). Diante desses dados, os investigadores descobriram a atuação de uma quadrilha que roubava veículos e os revendiam para outra quadrilha especializada em adulteração de documentos. Estes grupos foram descobertos e desmantelados. Os criminosos lucravam de R$ 4 mil a R$ 6 mil com cada veículo que conseguia vender. A estimativa é de que, pelo menos, 700 caminhões foram roubados.

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