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Para vencer a guerra contra o Aedes

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Dengue, zika, chikungunya. É difícil hoje ler um jornal, ligar a televisão ou acessar a internet sem escutar menção a algumas destas palavras. Conversas de elevador e dentro de ônibus, no ambiente de trabalho, em casa, no salão, no comércio. O terrível mosquito Aedes aegypti tem espalhado medo por todo o país e não sai da boca do povo. Contudo, mesmo com todo o conhecimento disseminado sobre o combate e prevenção do transmissor, ele continua provocando doenças e mortes. Juiz de Fora enfrenta a maior epidemia de dengue de sua história e, conforme a Secretaria de Saúde, o pico de registros ainda nem chegou. São 2.553 casos da doença e nove óbitos, sendo sete confirmados, um em investigação e o outro ainda não notificado pela Secretaria de Saúde.

As ações de combate à dengue em Juiz de Fora estão sendo deliberadas na Sala de Operações, montada na sede da Defesa Civil. Ao longo das últimas semanas, várias mobilizações foram realizadas na cidade tanto pela sociedade civil quanto pela Prefeitura, como criação do Centro de Hidratação contra a Dengue, criação do Comitê Municipal de Enfrentamento à Dengue, mutirão de limpeza e carro fumacê. Os números 3690-7290 e o 199 (da Defesa Civil), do Disque Dengue, são direcionados para denúncias sobre possíveis focos do Aedes.

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A situação requer atenção e ações corretas para evitar os focos e a picada do mosquito. Em época de surto de doenças, muitas dúvidas surgem, algumas sem resposta por enquanto. Pensando nisso, a Tribuna reuniu as principais informações sobre as doenças, bem como prevenção e cuidados, disponíveis tanto pelos canais oficiais como Ministério da Saúde e Prefeitura, quanto com médicos e especialistas (ver quadro abaixo).

Amanhã, começará o funcionamento do Centro de Hidratação contra Dengue da Zona Norte, que foi instalado na antiga Policlínica de Benfica. O local contará com 60 cadeiras para hidratação venosa e 20 leitos para acamados, funcionando 24 horas. No centro de hidratação do PAM-Andradas, no Centro, foram realizados, até a última quinta-feira, 2.208 atendimentos.

Ações no Brasil

A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) anunciou, na semana passada, que vai transferir ao Brasil a tecnologia necessária para esterilizar machos do mosquito Aedes aegypti em uma tentativa de controle populacional do vetor na região. A expectativa é que a produção em larga escala de machos estéreis seja iniciada até setembro. Já a presidenta Dilma Rousseff afirmou, no último dia 22, durante assinatura de contrato para o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, que produzir um imunizante nacional vai assegurar o acesso de grande parte da população ao produto. O contrato foi assinado entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan e prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos. Os recursos vão financiar a terceira e última fase de testes clínicos da vacina em voluntários, que servirão para comprovar a eficácia do imunizante. Além disso, o Instituto Butantan estuda a produção de uma vacina e um soro para neutralizar a ação do zika vírus.

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(clique no quadro para abrir)

 

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