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Samu agiliza diagnóstico de infarto

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O Samu em Juiz de Fora recebeu, na última semana, o Projeto Latin (Latin America Telemedicine Infarct Network), uma iniciativa inovadora de telemedicina com foco no diagnóstico precoce e no tratamento do infarto. Com isso, o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste) passa a ser o único do país a integrar o programa, que já está consolidado em hospitais de grandes centros do Brasil e do mundo. O método já era utilizado, desde o ano passado, em três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade: Santa Luzia, São Pedro e Norte. A estrutura tem custo zero e vai beneficiar toda a Rede de Urgência e Emergência da região. O Latin já realizou 2.732 eletros em Juiz de Fora, sendo que menos de 2% foram diagnosticados como infarto.

O objetivo do programa é agilizar o atendimento de pessoas com infarto. Diante da suspeita, os pacientes são diagnosticados em um aparelho de eletro especialmente preparado para disparar um protocolo e agilizar o socorro às vítimas. Conforme o coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Cisdeste, Júlio César Oliveira de Andrade, o ganho maior é a redução do número de pacientes que morrem vítimas desta doença por dificuldade de atendimento e laudo incorreto de cardiologia. “Com o Projeto Latin, o profissional faz a análise cardíaca no paciente, que vai para o Centro de Referência Cardiológica (na cidade de Uberlândia). No local, é feito, em tempo hábil, o laudo do paciente, que define se ele está ou não tendo um infarto e qual a classificação do mesmo. Se for de um nível máximo, o sistema automaticamente manda o contato para a base do Samu e o grupo de médicos já tem a ciência de que há um paciente necessitando de hemodinâmica. Neste momento, é definida qual será a conduta, se será cateterismo ou medicamento, por exemplo”, explica.

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Segundo Júlio, nem sempre há um cardiologista no atendimento e, com este sistema informatizado, os profissionais da saúde têm condição de fazer um link direto com um centro de cardiologia. “O procedimento viabiliza ao máximo o atendimento e dá mais chance de sobrevida ao paciente. Em casos onde o Samu vai até uma localidade mais distante, por exemplo, não será mais necessário levar o paciente até o hospital, no caso da dúvida do infarto.”

No Brasil, as doenças cardiovasculares ainda são responsáveis por 30% das mortes, segundo o Ministério da Saúde. Seus principais sintomas ainda são confundidos com os mais diversos desconfortos, mas a queimação no peito e falta de ar sem dor por mais de 20 minutos são típicos e devem ser investigados com rapidez.

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