A sede de um dos grupos escoteiros mais tradicionais de Juiz de Fora, o Aimoré, vem sofrendo uma série de arrombamentos, furtos e roubos, de acordo com a direção da entidade. O caso mais recente aconteceu na tarde desta segunda-feira (26), quando foram levados pratos, talheres, copos, aparelho de microondas, uma roçadeira recém-comprada e até um computador que era usado pela Polícia Militar para elaboração de boletins de ocorrência, em um posto avançado que funcionava dentro da sede do Aimoré. Conforme a direção, os furtos se intensificaram no último ano. A sede fica na Rua Carlos Palmer, na Vila Ozanan, entre os bairros Bom Pastor e Vila Olavo Costa. Centenas de voluntários já passaram pelo grupo, que recebeu, em 1973, do então prefeito Itamar Franco, o título de utilidade pública municipal.
“A chegada do verão aumenta a incidência das invasões, mas antes elas ficavam limitadas à área da piscina. Agora, eles começaram a arrombar as casinhas e outras partes da sede, com o agravante de ameaçar o caseiro que toma conta do espaço. Parte da história dos escoteiros no Brasil fica dentro do Aimoré. Estamos tendo que tirar esse material. Sempre procuramos ajudar a sociedade, mas hoje não estamos em condições de nos manter em função desse tipo de coisa”, desabafa o diretor-técnico do Aimoré, Claucio Mendes.
De acordo com a assessoria do 2º Batalhão da PM, o Grupamento Especializado em Patrulhamento em Áreas de Risco (Gepar) atua diariamente na região, realizando o policiamento de proximidade com a comunidade de forma geral. Ainda segundo a PM, na semana passada foi reativado no local um ponto de apoio para elaboração de Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) para potencializar a presença policial.
O diretor-técnico do Aimoré disse que entende possíveis dificuldades encontradas pela PM, diante da demanda crescente em Juiz de Fora, e que os policiais registram as ocorrências quando são acionados. Para Claucio Mendes, o aumento do número de invasões à sede do Aimoré está relacionada ao uso e tráfico de drogas. Ele pede apoio do Poder Público e não descarta fechar as portas da entidade, se os casos de violência contra a entidade não diminuírem.
