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Serviço de diabetes deve ser fechado

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O Serviço de Controle de Hipertensos, Diabéticos e Obesos (Schdo), que funciona no PAM-Marechal, deve ser fechado em dezembro. A Ouvidoria Regional de Saúde tem recebido cerca de três ligações diárias de pacientes preocupados com o encerramento do serviço, segundo a ouvidora, Samantha Borchear. A subsecretária de Redes Assistenciais, Luciana Afonso, ressalta que não haverá fechamento, mas sim readequação. “Os pacientes mais graves serão encaminhados para o Hiperdia (Centro de Atenção Secundária em Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus) e quem não tiver os critérios para o centro será tratado nas Uaps (unidades de atenção primária à saúde).” Segundo ela, os profissionais que atuam no Schdo serão integrados ao Departamento de Clínicas Especializadas.

A aposentada Maria Aparecida de Assis, 54 anos, não gostou da possibilidade de ser atendida na Uaps do seu bairro, Granjas Betânia, na região Nordeste. “O posto de lá não funciona direito.” Moradora do Santa Luzia, na Zona Sul, Rita de Cássia Batista, 46, está preocupada com a qualidade do tratamento caso ocorra a mudança. “Prefiro continuar aqui. O atendimento do posto de saúde não é tão completo. Aqui a gente tem a consulta, pega os remédios, faz exame de glicemia.” Já a aposentada Angelina Rossinoli, 74, não quer trocar de médico, pois tem medo que seu tratamento de hipertensão seja prejudicado. “Gosto demais daqui. O meu médico é o mesmo há dez anos.”

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Dos 55 anos de Maria Cristina Santos, dez foram gastos em idas ao PAM-Marechal. Ela acha que vai dificultar o acesso com a transferência dos usuários para o Hiperdia, que está localizado no São Pedro, na Cidade Alta. “Tem muito idoso que faz tratamento e vai sozinho ao PAM. Vai ficar muito fora de mão ir ao São Pedro. Eu moro no Bairro Santo Antônio e vou ter que gastar quatro passagens de ônibus até lá.” Outra usuária, moradora do Bairro Fontesville, na Zona Norte, que preferiu ter o seu nome preservado, conta que, há algum tempo, os serviços oferecidos no Schdo estão sendo reduzidos. “Faz tempo que eles querem acabar com isso aqui. Antes aqui tinha todas as especialidades médicas. Hoje já não tem. Os médicos e funcionários estão tendo que se desdobrar.” Ela faz tratamento contra o diabetes no local há oito anos.

Sobrecarga

O vereador Antônio Aguiar (PMDB), que também é médico, acredita que o Hiperdia não conseguirá absorver todos os atendimentos. “O Hiperdia não tem mais agenda, já está lotado. E as Uaps não oferecem o tipo de atendimento ideal para essas pessoas, que precisam de atenção secundária e não primária. Essa readequação é um risco para os pacientes, pois eles possuem uma complexidade maior. As Uaps já estão sobrecarregadas e não têm insumos na quantidade suficiente.” O vereador também ressalta a importância pedagógica do Schdo. “Eles também trabalham com a prevenção, por meio de palestras, e com o controle do peso. É um serviço de qualidade que deveria receber maior investimento e ser ampliado.” Segundo ele, cerca de 1.500 pessoas são atendidas no local.

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O Conselho Municipal de Saúde deverá discutir o assunto. “O conselho não apoia o fechamento do Schdo. A Lei Orgânica do Município diz que, para a abertura de qualquer serviço, é necessária a autorização do Conselho de Saúde. E se precisa da nossa autorização para abrir, também precisa para fechar”, explica o secretário-executivo, Jorge Ramos. Para o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, “essa decisão precisa ser discutida, principalmente com os usuários. Não pode ser uma medida de cima para baixo”.

A subsecretária garante que a população irá ganhar com a mudança. “Há três anos o Schdo não recebe pacientes novos, a demanda foi reduzida. O Hiperdia tem maior quantidade de serviços que o Schdo, além de possuir maior capacidade de atendimento.”

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