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Audiência debate mandados na saúde

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Os atrasos no cumprimento de mandados judiciais e a falta de informações aos usuários do SUS foram temas da audiência pública realizada na Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (27). O autor do requerimento, vereador Rodrigo Mattos (PSDB), classificou a situação como problema grave de gestão e apontou o fornecimento de remédios como uma das dificuldades enfrentadas. Se três usuários têm mandados para o mesmo medicamento, o que chegar primeiro pega. A distribuição não segue uma ordem cronológica. Já os mandados de internação foram ilustrados como forma de iniquidade. Um conhecido que esperava por uma cirurgia de vesícula perdeu a vaga porque outro paciente tinha mandado e passou na frente. Sobre os remédios, o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, explicou que o problema é causado pela demora na entrega dos produtos pelas empresas licitadas. Em relação às internações, ele esclareceu que a ordem judicial precisa ser cumprida.

Presentes na audiência, usuários da rede pública relataram suas dificuldades. Conceição Fonseca disse que o neto de 7 anos, com paralisia cerebral, estaria há sete meses sem receber anticonvulsivos e fraldas. A filha de Adilson Costa precisava de uma cadeira de rodas. Ele teria entrado com mandado judicial em maio, mas o equipamento só chegou na última terça-feira. O filho diabético de Adriana Machado Mendes teria ficado sete meses sem a insulina. Ela acrescentou que há três meses não consegue fraldas. Esse mês também não teria vindo as cânulas (espécie de agulha) utilizadas com a bomba para a injeção do remédio.

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A ouvidora Municipal de Saúde, Samantha Maria Borchear, relatou que é necessária uma política estratégica para atender essa demanda que está crescendo. Já para a defensora pública Jeanne Pereira Barbosa, a falta de informação causa o desgaste e deslocamento do usuário. Uma experiência de sucesso em Minas foi avisar aos usuários por telegrama quando a medicação estava disponível. Assim, é possível diminuir o estresse do assistido e os registros de boletins de ocorrência.

Em relação à falta de informação dada aos usuários, o secretário de Saúde garantiu que esse aviso é realizado. O problema é que o usuário cria expectativas de ser atendido dentro do prazo. Quando se aproxima a data marcada, ele começa a ligar, não sabendo que enfrentamos esse problema de atrasos, afirmou José Laerte.

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