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Demolição parcial de prédio é inevitável, diz Defesa Civil

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A Defesa Civil deve apresentar hoje parecer conclusivo sobre a situação dos prédios atingidos pelo incêndio na esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Floriano Peixoto que ainda permanecem de pé. A avaliação será feita com apoio do engenheiro civil Renato José Abramo, colaborador da subsecretaria. A partir das avaliações, os proprietários dos imóveis serão notificados sobre as providências que devem ser tomadas. O caso mais grave é o do edifício de sete andares, onde ficava o Castelo da Borracha, na Getúlio, que tem a estrutura bastante comprometida, sobretudo na parte dos fundos. Ontem, engenheiros da Defesa Civil já adiantaram que a demolição, ainda que parcial, será inevitável. O prédio de dois andares, onde funcionava o Hotel Nacional, em cima da Tete Festas, na Rua Floriano Peixoto, onde começou o incêndio, também foi bastante afetado. No entanto, ainda se considera a possibilidade de recuperação da estrutura. O outro imóvel sobre a mesma loja tem quatro pavimentos e, provavelmente, precisará apenas de reparos. Na tarde de ontem, ainda havia fumaça nos destroços que restavam das seis lojas demolidas na terça-feira.

"Não temos definição de quando será feita a demolição de parte do edifício do Castelo da Borracha. O que sabemos é que apenas a parte traseira será demolida e a parte da frente, na qual apenas uma laje foi danificada, será mantida. Já foram instaladas escoras para reforçar a segurança da fachada, até porque ainda há bombeiros trabalhando no interior do prédio", disse o subsecretário de Defesa Civil, major José Mendes. Ele garantiu não haver risco para as edificações do entorno, já que os trabalhos de demolição vão seguir critérios de segurança definidos e acompanhados por profissionais da pasta. Um prédio vizinho ao Castelo da Borracha, que possui uma loja no térreo e dois andares comerciais, continua interditado preventivamente.

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A titular da 7ª Delegacia Distrital, Mariana Veiga, informou que peritos da Polícia Civil estiveram no local do incêndio, ontem e terça-feira. Eles fizeram levantamentos nos espaços onde não havia risco de desabamento. Segundo ela, o trabalho dos peritos vai avançar à medida em que as áreas foram liberadas pela Defesa Civil. A delegada reafirmou que um inquérito policial só será instaurado se forem encontrados indícios de crime. "Depois que a perícia tiver acesso a toda a área afetada, teremos material para análise. De posse dos dados, o prazo é de um mês para a conclusão do laudo."

Benefícios

Ontem o vereador Julio Gasparete (PMDB) apresentou na Câmara Municipal duas representações em favor dos comerciantes afetados pelo incêndio. Entre as solicitações, destinadas ao Governo de Minas e à Presidência ds República, estão o parcelamento e prorrogação do prazo para pagamento do ICMS devido, sem multas e juros, além de linha de financiamento especial junto ao BNDES.

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