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Falta de profissionais limita atendimento na rede municipal de saúde de Juiz de Fora

Falta de profissionais

(Foto: Marcelo Ribeiro)

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A falta de profissionais afeta diferentes serviços da rede municipal de saúde de Juiz de Fora. Nesta quinta-feira (27), a Tribuna recebeu relatos de usuários com dificuldades para conseguir atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) Dom Bosco e para receber vacinas no Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente, no Centro da cidade.

Na UBS do Dom Bosco, cada médico fica responsável pelo atendimento de determinada área abrangida pela unidade. Uma moradora que procurou o serviço nesta quinta vive na localidade que inclui a Rua Monsenhor Gustavo Freire e, ao entrar em contato com a UBS pelo WhatsApp, foi informada de que, naquele momento, não havia médico disponível para a área.

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Ela então perguntou se poderia ser atendida por outro profissional da própria UBS, responsável por outra localidade. A orientação foi de que poderia tentar uma consulta à tarde com outra médica, mas sem garantia de atendimento, já que, segundo a unidade, o serviço estava ficando muito cheio.

Também pela manhã, no Centro da cidade, a jornalista Marise Baesso encontrou dificuldade ao procurar outro ponto da rede. Ela foi ao Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente para receber a terceira dose da vacina contra a hepatite B, marcada para o dia 27, e pretendia aproveitar a ida para também se imunizar contra sarampo. No local, porém, foi informada de que não haveria vacinação por falta de funcionários. A atendente não explicou o motivo da ausência dos profissionais.

“Ela falou para eu voltar segunda-feira. Ou seja, amanhã (sexta-feira) também não vai ter”, relata Marise. Além de não receber indicação de outro local onde pudesse se vacinar naquele momento, ela terá que retornar em outra data e receber a terceira dose da vacina depois do dia previsto.

Os episódios envolvem serviços e unidades diferentes, mas expõem a mesma dificuldade: a ausência de profissionais cria barreiras para usuários que procuram a rede dentro dos horários de funcionamento e precisam reorganizar a rotina, buscar outro atendimento ou retornar em outro dia sem a garantia de que conseguirão acessar o serviço.

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Prefeitura diz que UBS funciona normalmente

Questionada pela Tribuna de Minas sobre a situação do Dom Bosco, a Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que a UBS “mantém o atendimento médico à população normalmente, com os profissionais disponíveis na unidade”. Segundo o Município, há médicos durante a semana nos períodos da manhã e da tarde, além de agenda de atendimento aos sábados.

A PJF acrescentou que as demandas prioritárias são acolhidas conforme a necessidade, enquanto os casos não prioritários podem ser agendados. As visitas domiciliares, conforme a resposta, são feitas de acordo com a disponibilidade dos profissionais responsáveis pelas áreas atendidas pela unidade.

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A manifestação, porém, não esclarece especificamente porque a localidade da moradora estava sem médico nesta quinta-feira e contrasta com a informação que ela recebeu diretamente da UBS, de que “no momento” não havia profissional para atender a área. A Prefeitura também não informou se há alguma área atualmente descoberta ou se existe previsão para a recomposição do atendimento.

A Tribuna também questionou o Município sobre a falta de funcionários para vacinação no Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente, o motivo da interrupção do serviço, a previsão de normalização e a orientação para quem precisa se imunizar durante o período. Até a publicação desta matéria, essas perguntas não haviam sido respondidas.

Baixa cobertura contra o sarampo preocupa

A dificuldade de conseguir doses ganha peso também pela preocupação em torno da necessidade de ampliar a cobertura de vacinação contra o sarampo em Juiz de Fora. Na última semana, a Tribuna mostrou que a adesão à tríplice viral no município permanece abaixo da meta de 95% considerada necessária para proteção contra a doença. Até 7 de agosto, a primeira dose havia alcançado 84,42% do público previsto, enquanto a segunda chegava a 62,09%.

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Na ocasião, a própria Prefeitura informou que a vacina estava disponível nas UBSs, no Vacimóvel e no Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente, onde Marise tentou se imunizar nesta quinta-feira, sem êxito. O Município não registra casos suspeitos ou confirmados de sarampo em 2026, mas o cenário exige atenção diante do surto registrado em São Paulo e do risco de reintrodução do vírus em grupos com baixa cobertura vacinal.

*Estagiário sob supervisão da editora Fabíola Costa

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