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Denúncia de agressão a criança em creche de JF: intimados serão ouvidos nesta quinta

Denúncia de agressão a criança em creche de Juiz de Fora: envolvidos serão ouvidos nesta quinta-feira pela Polícia

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Uma criança de 1 ano e meio teria sido agredida em uma creche na Região Nordeste de Juiz de Fora na última quarta-feira (20). É o que afirma a publicação realizada por uma jovem de 26 anos, mãe da criança, cujo nome será preservado. O laudo do exame de corpo de delito constatou uma escoriação superficial de 2,5 cm na parte posterior do ombro direito, ou seja, nas costas. A responsável pela turma e a diretora da instituição foram intimadas e serão ouvidas na tarde desta quinta-feira (28). 

Em um post do Instagram, realizado dois dias após a suposta agressão, a mãe relata que foi à Polícia Militar no dia do ocorrido, mas não teria conseguido formalizar o Boletim de Ocorrência. No dia seguinte, ela afirma ter ido à creche, onde teriam alegado, ainda segundo a mãe, que as marcas poderiam ser de alergia ou que o filho poderia ter encostado em algum lugar e que teria ficado marcado por ser “branquinho”. 

O B.O. foi registrado na quinta-feira (21). Na ocorrência consta que a criança ia e voltava da escola por transporte escolar. Segundo a mãe, o trajeto seria “muito curto”. As fotos anexadas ao boletim de ocorrência são as mesmas que foram postadas pela mãe, porém não foram feitas pela Polícia Civil, mas fornecidas pela jovem. 

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Segundo fontes da Polícia Civil, ao solicitar acesso às câmeras do local, foi informado que a creche não possuía aparelhos de monitoramento de vídeo. Dada a descoberta, foi enviado um ofício à instituição.

Mãe afirma que filho foi agredido 

Em entrevista à Tribuna, a mãe afirma que o filho chegou em casa, no dia 20 de agosto, com “vários arranhões e vergões nas costas”.  No dia seguinte, acompanhada do pai da criança, procurou a direção da creche para questionar o que teria ocorrido.

De acordo com a mãe, a direção respondeu que não seria possível acusar ninguém e que as marcas poderiam ser resultado de alergia ou de contato da criança com algum objeto. “Inclusive, no mesmo dia, teve relato de outra mãe, que disse que o bebê dela passou pela mesma coisa, na mesma sala. Então, assim, tem vários relatos de outras mães também”, declarou.

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A responsável disse ainda que, após voltar para casa, levou o filho para atendimento, ocasião em que foi realizado exame de corpo de delito. A mãe acrescentou que procurou o Conselho Tutelar e que aguarda o fim da investigação. A criança não está mais frequentando a creche.

Prefeitura acompanha caso 

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que a Supervisão de Apoio Pedagógico das Instituições Parceiras (SAPIP) foi comunicada no dia 21 de agosto sobre a situação envolvendo a criança matriculada na Creche Virgínia Fávero, pela coordenação da instituição. De acordo com a Administração municipal, os responsáveis compareceram à unidade relatando que o filho teria apresentado marcas nas costas após permanecer no local.

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No atendimento, segundo a coordenação da creche, a mãe levantou a blusa da criança para mostrar os supostos sinais, mas teriam desaparecido, embora, segundo ela, estivessem visíveis no dia anterior. Ainda conforme a direção, não houve registro ou comunicação das professoras sobre qualquer ocorrência que pudesse ter causado as marcas.

A Prefeitura informou que a situação está sendo acompanhada pela equipe da SAPIP e também pela Supervisão de Mediação e Acompanhamento do Educando (SMAE), responsável por articular os encaminhamentos no âmbito da rede de proteção da criança. A Secretaria de Educação disse ainda manter diálogo com a instituição para compreensão dos fatos e tomada das providências necessárias.

Na nota, a Administração municipal disse estar empenhada em investigar o caso com seriedade, acolher a família envolvida e reitera que “repudia qualquer prática que não seja pautada pelo cuidado, acolhimento e caráter educativo em seus espaços escolares”.

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