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Briga entre jovens no Centro acaba em morte

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PM passava no local e levou suspeito à delegacia
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PM passava no local e levou suspeito à delegacia

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Um jovem de 22 anos morreu após ter sido esfaqueado no abdômen durante uma discussão que teria motivo passional, na noite de quinta-feira, na esquina da Rua Delfim Moreira com a Avenida Rio Branco, Centro. O suspeito de cometer o crime foi preso, de forma inusitada, por um policial militar que estava de folga. Ferido e ensanguentado, William Henrique da Silva chegou a pedir socorro na Casa de Saúde HTO, situada nas imediações. Devido ao estado grave da vítima, o Samu foi acionado e transferiu o rapaz para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde ele deu entrada no centro cirúrgico. No entanto, não resistiu à perfuração na região abdominal esquerda e morreu na unidade. Logo após o crime, o soldado José Henrique de Oliveira, da 30ª Companhia da Polícia Militar, que estava de folga, passou de carro junto com esposa e a filha de 10 meses pela Rua Oswaldo Aranha, quando ouviu um homem transtornado dizer ao celular: "Por favor, me ajude, dei facada num cara." Sem saber ainda do que se tratava e surpreso com a situação, o militar parou o veículo e abordou o suspeito, de 24 anos, o qual teria afirmado ter golpeado um desafeto e pedido para ser levado para uma delegacia. José Henrique se identificou como PM e encaminhou o suspeito até o posto policial do São Mateus, Zona Sul, no mesmo bairro onde ele e a vítima moravam. "Muita gente acha que sem farda não podemos agir, mas somos policiais nas 24 horas do dia. Assim, temos que tomar atitudes que um cidadão comum não tomaria, já que temos responsabilidade com a segurança de todos a nossa volta", ressaltou o soldado, que ontem ganhou mais um dia de folga, já que teve que ficar até tarde da noite no atendimento da ocorrência.

Já na Delegacia de Polícia Civil, em Santa Terezinha, o rapaz detido confessou o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa. Ele disse ter ido até o endereço para conversar e saber o estado de saúde de sua ex-namorada, porque acreditava que ela estivesse grávida de um filho dele. Ainda conforme o depoimento, William estava presente, porque estaria se relacionando com a mulher, e teria ficado alterado ao vê-lo, tendo, supostamente, arremessado três pedras contra o suspeito, sem acertá-lo. O jovem disse, ainda, ter tido a intenção de conversar com William para que deixasse ele e a mulher "em paz", mas o diálogo não teria sido possível. Conforme a versão contada pelo suspeito, William teria sacado uma faca, mas ele teria conseguido desarmar o jovem, tendo pego a arma branca e desferido o golpe.

Durante as averiguações, o soldado voltou ao local onde teria ocorrido a agressão. Dentro de uma lixeira, afixada em um poste na altura do número 3.151 da Rio Branco, e perto das manchas de sangue no chão, ele encontrou a faca, com 15cm de lâmina, que supostamente teria sido utilizada na ação criminosa. O objeto apreendido apresentava vestígios de sangue e foi entregue à Polícia Civil. O suspeito teve o flagrante confirmado por homicídio e foi encaminhado ao Ceresp durante a madrugada, onde ficou à disposição da Justiça.

Irmão gêmeo

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Na manhã de ontem, enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), a mãe da vítima, Alessandra Reis, 38, contou que William tinha um irmão gêmeo, além de outro mais velho e uma irmã mais nova. "O gêmeo era muito apegado a ele, não sei como vai ser." Sem entender ainda o motivo pelo qual perdeu o filho, ela disse que ele trabalhava como servente em uma empresa no Centro. "Sempre cuidei dele sozinha, mas ele nunca me deu problema. Recebi a notícia hoje cedo no trabalho e não consigo acreditar. Acho que os filhos deveriam enterrar os pais, e não o contrário." William era solteiro e, conforme a mãe, deixou um filho de 2 anos e uma menina com cerca de 2 meses. Ele foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Municipal.

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