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Consumidor está receoso com açúcar

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A suspensão das vendas de cinco marcas de açúcar cristal em Minas – Tip Top, Doce Mel, Bonzão, Campo Doce e Maxçúcar -, na última sexta-feira, determinada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), levou o consumidor a mudar os hábitos. A interdição cautelar da Diretoria de Vigilância em Alimentos que paralisa a comercialização é válida enquanto durar a apuração da origem das partículas de ferro encontradas nos pacotes dessas marcas. Os bolos e sucos feitos pela dona de casa Maria Aparecida de Lemos, 56 anos, agora são adoçados com açúcar refinado. Ela era consumidora de uma das marcas cuja venda foi suspensa no estado. Insegura sobre a qualidade das demais opções de açúcar cristal disponíveis nas prateleiras dos supermercados, preferiu mudar seus costumes, pelo menos por enquanto. "Eu comprava o cristal por ser mais barato e render mais, mas agora uso o refinado. Acho que ele não adoça tanto, mas não vou correr o risco de deixar minha família comer ferro." Já a esteticista Flávia do Carmo Brandão, 33, continua consumindo o açúcar cristal em algumas receitas. "Pelo que sei, as marcas que eles proibiram eram mais escuras. Sempre gostei do açúcar cristal, mas escolho um que seja mais claro." Apesar do receio de alguns consumidores, a SES ressalta que, com relação à presença do ferro, ele não apresenta risco para a saúde humana, no entanto, denota falhas no processo de produção.

Nas duas maiores redes de supermercado em Juiz de Fora, os produtos proibidos já não são encontrados. O gerente de negócios do Bretas, Adriano Euzébio, informou que, há pelo menos três anos, as lojas não vendiam as marcas que agora estão proibidas. Já o assessor de comunicação do Bahamas, Nelson Júnior, informou que as duas marcas que eram comercializadas pela rede, a Doce Mel e a Bonzão, foram retiradas das prateleiras no início da semana passada, antes mesmo da determinação do Governo estadual.

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De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde de Juiz de Fora, Ivander Mattos Vieira, os fiscais de posturas e da Vigilância Sanitária Municipal estão orientados a verificar se os supermercados estão cumprindo a suspensão das vendas. "É preciso identificar agora em qual fase da cadeia produtiva houve a falha (que resultou na inserção das partículas de ferro no açúcar)." Ainda conforme Ivander, outras duas marcas (Manaçúcar e Paraíso) também estão sendo investigadas. Uma oitava marca, a Puríssimo, cujo empacotamento era feito em Juiz de Fora, foi proibida de continuar sendo embalada até sua adequação às normas. Uma amostra do produto, recolhida pela Secretaria de Atividades Urbanas na semana passada, será enviada para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

 

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