Estudantes de cem escolas municipais de Juiz de Fora estão recebendo consultas gratuitas de oftalmologia. A iniciativa faz parte do projeto Olhar Brasil, do Governo federal, realizado em parceira com as secretarias de Saúde e Educação dos municípios e do Estado de Minas. O projeto visa a identificar problemas visuais em alunos matriculados na rede pública de ensino fundamental, além de estudantes do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) na rede municipal e idosos, com mais de 60 anos, melhorando a qualidade de vida e o rendimento escolar, de forma a reduzir as taxas de evasão e repetência. Para aqueles em que for constatado déficit visual, o projeto garante a confecção e entrega de óculos gratuitamente.
Antes da consulta, 17.797 alunos da rede municipal passaram pelo teste de acuidade visual (TAV), para avaliar se havia dificuldade na visão. Desse total, 5.765 estudantes foram encaminhados para reavaliação, em consultas que estão sendo realizadas na Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes), prestadora habilitada a disponibilizar os serviços oftalmológicos. A Escola Municipal Amélia Mascarenhas foi a primeira a ser atendida, com consultas para 248 crianças. Nesta semana, os atendimentos serão destinados a 241 estudantes da Escola Municipal Manuel Bandeira. Na sequência, serão consultados os alunos da Escola Municipal Áurea Bicalho, do Bairro Linhares. De acordo com a técnica em ótica oftálmica do Laboratório Óptico da Secretaria de Educação, Sandra Batista, os trabalhos começaram pelos colégios dos municípios. Em seguida, terão sequência com a rede estadual e, posteriormente, com os idosos. Estamos dando prioridade às crianças primeiramente. Esse trabalho irá ajudar no processo de ensino-aprendizagem. Às vezes, esses alunos não conseguem avançar na escola ou desistem do estudo por causa do problema de vista, sem terem conhecimento do mesmo.
Nem todos comparecem aos exames
A Secretaria de Educação está disponibilizando ônibus para levar os estudantes à Acispes para fazer o exame oftalmológico, com acompanhamento dos responsáveis. Mas a presença dos atendidos não tem sido constante. Queríamos reforçar o pedido aos pais para não perderem a oportunidade, quando forem convocados pela escola, para acompanharem os filhos nas consultas. Se o responsável pelo aluno não puder ir, é possível assinar uma autorização, permitindo a ida com a companhia de um profissional do colégio, disse a técnica em ótica oftálmica. Para a consulta, o aluno deve apresentar o cartão do SUS. De acordo com a técnica em ótica oftálmica, os participantes que passarem pela consulta e não houver constatação do déficit visual serão reencaminhados para as unidades de atendimento primário à saúde (Uaps) para checagem de outras questões referentes à saúde. Nem sempre os sintomas evidenciados pelo aluno são pertinentes aos problemas de visão. E, então, ele passará por outros atendimentos médicos. Por sua vez, os casos que apresentarem problemas de alta complexidade serão encaminhados para o Hospital Universitário da UFJF.
A previsão é de que todos os atendimentos sejam realizados até o fim do ano. A implementação do projeto Olhar Brasil, em Juiz de Fora, teve início em abril de 2011. A expectativa é de que sejam avaliadas cerca de 75 mil pessoas na cidade, resultando, segundo parâmetro do Ministério da Saúde, na distribuição gratuita de quase 60 mil pares de óculos. Os recursos para a execução do projeto são da ordem de R$ 1,6 milhão.
