Após um mês da criação do grupo multidisciplinar – composto por representantes de vários setores da Prefeitura – para diagnóstico e proposta de soluções para o prédio do PAM-Marechal, o último laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros este ano volta a mostrar a necessidade de efetivação das melhorias com urgência. O fato de o prédio não pertencer ao Município também continua sendo um desafio e deixa o processo de recuperação moroso. Entretanto a assessoria de imprensa da Prefeitura informa que, em pouco mais de três meses, foram efetivadas diversas ações de correção no local, como a limpeza dos entulhos nas escadas, da caixa de máquinas e manutenção dos elevadores.
Em fevereiro deste ano, a Tribuna denunciou os diversos problemas existentes no local, como rede elétrica exposta, goteiras em locais de realização de procedimentos, infiltrações nas paredes, elevadores parados e falta de acesso a equipamentos de segurança. A situação impede que a unidade tenha o alvará da Vigilância Sanitária e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). De acordo o comandante da Companhia de Prevenção do Corpo de Bombeiros, capitão Leonardo Nunes, é possível fazer intervenções que garantam a segurança das 20 mil pessoas que utilizam o prédio mensalmente, entretanto, sem um projeto feito por um engenheiro, o processo é dificultado.
Na data da criação do grupo, ficou determinado, conforme mostra a portaria de número 8.324, que as medidas de melhorias sugeridas deveriam ser colocadas em um relatório quinzenal. A formação de uma brigada de incêndio, composta por dois funcionários de cada andar do PAM, também foi uma das ordens preconizadas pela portaria. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o grupo, que é presidido pelo assessor da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Bellei Esteves, está tratando todas as questões como urgentes. Além disso, foi encomendado um projeto elétrico e de combate a incêndio para o prédio.
Riscos
Enquanto isso, caso haja alguma situação de pânico no local, o novo relatório é claro ao pontuar que as sinalizações de emergência continuam em desacordo com a legislação, assim como a altura dos guarda-corpos e dos corrimãos. Os extintores também precisam ser adequados à classe de incêndio. A parte mais complicada seria a dos hidrantes, mas existe a vantagem de o prédio já possuir o sistema necessário, só precisa de melhorias, explica o capitão Leonardo.
Um prazo de adequação não foi estipulado pela corporação, mas todas as informações foram repassadas ao Ministério Público. A manutenção do PAM é muito importante, não só pelo exemplo que um prédio público deve dar, mas também pela população que ali frequenta. Ela realmente merece, reforça o comandante. O vereador Antônio Aguiar (PMDB), um dos solicitantes da nova vistoria, afirmou que as informações foram entregues à Câmara e, em breve, uma nova reunião será agendada com a Secretaria de Saúde para monitorar o andamento do processo de adequação.
