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Desrespeito às garagens no Alto dos Passos

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Carro obstrui garagem no Alto dos Passos
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Carro obstrui garagem no Alto dos Passos

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O problema de carros estacionados na porta de garagens, já mostrado pela Tribuna na área Central, é ainda mais grave na região do Alto dos Passos, na Zona Sul, que concentra grande número de bares e restaurantes, nos quais o movimento é intenso até a madrugada. Como os agentes de trânsito só atuam até 23h30, a fiscalização fica apenas a cargo da Polícia Militar, e o resultado são os abusos frequentes. Segundo os relatos de moradores, os problemas começam nas quartas-feiras, quando o fluxo de pessoas na área aumenta, por conta das partidas de futebol transmitidas pela TV, e se estendem até os domingos.

O estacionamento irregular afeta garagens de prédios residenciais, de casas e de estabelecimentos comerciais. O empresário Leonardo Franco avalia que a situação ocorre porque a fiscalização tem sido ineficiente. "Isso acontece toda semana, e o Poder Público parece incapaz de coibir as infrações." Para outra moradora, que prefere não se identificar, a situação está fora de controle. "Isso já é regra aqui. Acontece todos os dias." O chefe do Departamento de Fiscalização da Settra, Jorge Lima, afirma que o local é alvo da fiscalização. Porém, admite que a situação observada na região é atípica e merece ser estudada detalhadamente. "É uma exceção na cidade, onde, costumeiramente, o movimento de pessoas se encerra muito acima das 23h30, quando termina o último turno de trabalho dos agentes de trânsito durante a semana."

Jorge explica que, no horário de trabalho dos agentes, as ocorrências dessa natureza devem ser comunicadas à Settra, pelo número 3690-7400 (de segunda a sexta, das 6h às 23h30; e, aos sábados, das 6h às 18h40). Fora destes horários, o atendimento é feito pela Polícia Militar, pelo 190.

Madrugada

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Responsável pela fiscalização de trânsito na madrugada, quando os estacionamentos em frente a garagem se multiplicam, o comandante do Pelotão de Trânsito da 3ª Companhia de Missões Especiais da Polícia Militar, tenente Fernando César, explica que a demanda no horário é muito grande. "Sem as equipes da Settra nas ruas, muitas ocorrências são registradas. Às vezes, nosso efetivo está todo empenhado em outras ações, e não podemos atender a alguns chamados de imediato. Infelizmente, não temos como deixar um policial no local durante todas as noites."

Somados, os efetivos da Settra e do Pelotão de Trânsito da PM contam com 133 membros (são 68 agentes de trânsito e 65 policiais militares). O total corresponde a 73% do que é sugerido como ideal pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que seria de um profissional a cada mil veículos. Com uma frota de 181 mil unidades automotivas, a cidade deveria ter 181 pessoas responsáveis pelo trânsito.

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Situação dos guinchos é agravante

 O quadro atual dos pátios para onde são levados os veículos em situação irregular apreendidos pelas polícias Civil e Militar é apontado como agravante para o problema de veículos estacionados em frente a garagens enfrentado por moradores do Alto dos Passos. Com seus terrenos lotados, os proprietários de empresas que prestam os serviços de guincho e depósito de carros e motocicletas recolhidos se recusam a atender alguns chamados. "Para veículo estacionado em frente de garagens, a remoção é a principal solução. Se o guincho não atende, não há como retirar o veículo. Aí, já não depende do nosso trabalho", explica o comandante do Pelotão de Trânsito da 3ª Companhia de Missões Especiais da PM, tenente Fernando César.

Desrespeito

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Para o chefe da Fiscalização da Settra, Jorge Lima, o problema passa pela consciência individual de cada condutor. "Temos realizado trabalhos de educação para o trânsito para tentar mudar o comportamento dos motoristas. Procuramos usar crianças e adolescentes como retransmissores de noções básicas para a boa convivência nas vias públicas. Porém, em alguns casos, parece que apenas medidas punitivas, como multas, têm efeito."

A opinião é compartilhada pela psicóloga comportamental Maria Amélia Oliveira, que enxerga, neste entrave do trânsito, uma manifestação da educação recebida por cada indivíduo. "É uma questão de se respeitar ou não a lei e o próximo. Não observo isso como uma questão de individualismo simplesmente. A impressão que tenho é de que o motorista não é educado para respeitar o espaço alheio."

 

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