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Livro “Guiné” une artes visuais e literatura em reflexão sobre morte e ancestralidade

guine foto destaque
Capa do livro guine
Guiné, de Sara Lambranho e Tom Nóbrega, será lançado neste sábado (28), às 11h, na Livraria Jenipapo, em BH – Foto: divulgação
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Assinado pela artista visual Sara Lambranho e pelo escritor Tom Nóbrega, o livro “Guiné” (Relicário Edições) será lançado neste sábado (28), às 11h, na Livraria Jenipapo (Rua Fernandes Tourinho 241, Savassi – Belo Horizonte). Trata-se de uma obra que une artes visuais e literatura em uma investigação sensível sobre morte, ancestralidade e ciclos de vida.

Resultado de um processo criativo atravessado pelo luto coletivo da pandemia de Covid-19, o livro parte de um itã, relato mítico da tradição iorubá, para refletir sobre nascimento, queda e renascimento. A inspiração da narrativa, que propõe a morte como passagem e não como ruptura definitiva, vem da cosmologia Bantu e do candomblé Angola. Aliás, seu título remete à região Africana, mas também à guiné, erva de proteção.

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Visualmente, a obra se constrói a partir de desenhos em nanquim e guache que exploram o branco não como vazio, mas como presença, purificação e recomeço. A dimensão espiritual associada a Oxalá atravessa as imagens, assim como a simbologia da galinha-d’angola, evocada como gesto de resistência e continuidade.

No livro, texto e imagem não se explicam mutuamente, mas operam em simbiose. Enquanto a escrita investiga o “corpo-história” e a memória, os traços capturam o movimento de transformação entre humano, animal e vegetal, sugerindo um ciclo permanente de metamorfoses.

Com 40 páginas e formato 18,5 x 26 cm, “Guiné” chega às livrarias com a proposta de ser uma experiência estética que atravessa literatura, artes visuais e espiritualidade.

 

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