Ícone do site Tribuna de Minas

Coordenador Nacional de Saúde Mental visita JF

PUBLICIDADE

O coordenador Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, visita hoje, em Juiz de Fora, às 9h, uma residência terapêutica, instalada no Bairro São Geraldo, na Zonal Sul. A casa abriga pacientes do sexo masculino e já está dentro do padrão adotado pela Secretaria de Saúde local, sendo um imóvel espaçoso e com grande área verde, o que contribui para o tratamento. A visita serve para o coordenador conhecer o espaço, uma vez que Juiz de Fora é referência no país, já que conseguiu fechar todos os seus hospitais psiquiátricos e acompanhar os progressos nesse setor.

Em seguida, às 10h, ele ministra palestra, no auditório da Faculdade Estácio de Sá, no Bairro Cruzeiro do Sul. O representante do Governo federal irá abordar, durante o evento denominado “E agora? Como fazer sem manicômio?”, o fim dos hospitais psiquiátricos, lembrando o fechamento da Casa de Saúde Esperança, no início de fevereiro deste ano, quando houve a transferência temporária de 97 pacientes para o Hospital Ana Nery. A palestra será aberta ao público.

PUBLICIDADE

Roberto Tykanori já sinalizou a liberação de recursos financeiros para a criação de 16 novas residências terapêuticas em Juiz de Fora, que abrigarão mais de 200 pacientes psiquiátricos, nos próximos meses. No total, serão empregados R$ 3 milhões para a instalações dessas novas unidades. De acordo com informações da Secretária de Saúde, a verba deverá ser liberada entre março e abril deste ano.

Para o secretário de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, José Laerte Barbosa, a iniciativa de fechamento dos hospitais psiquiátricos permite a otimização de recursos financeiros e investimentos do Governo federal, assim como inscreve Juiz de Fora na vanguarda do tratamento de cidadãos portadores de transtorno mental: “A cidade é referência no país, porque é o único município a conseguir fechar todos os seus hospitais psiquiátricos num prazo de dois anos e sem provocar desassistência aos pacientes.”

Tratamento humanizado

PUBLICIDADE

Atualmente, Juiz de Fora conta com 22 residências terapêuticas, onde são acolhidos pacientes de hospitais psiquiátricos. Depois da implantação das residências terapêuticas, os que passavam a maior parte do tempo em um leito hospitalar, tiveram sua realidade transformada pela nova linha de cuidado, com uma estrutura que se assemelha a um lar. Cada residência abriga, no máximo, dez pacientes, garantindo, desta forma, conforto, atenção e acolhimento social. As casas têm o resguardo de cuidadores e de uma equipe multiprofissional.

Sair da versão mobile