
PJF já teria sido acionada para resolver o problema
Apesar de a cidade não registrar chuva desde quinta-feira, o medo de prejuízos com deslizamentos de terra continua em alguns pontos de Juiz de Fora. No Bairro São Pedro, na Cidade Alta, a apreensão se deve à ameaça de desabamento de um barranco da Rua Alberto Pinto, nos fundos da Escola Municipal Tancredo Neves. Um volume de terra chegou a descer na semana passada, mas não atingiu o prédio do colégio. Apesar disso, a Defesa Civil optou por isolar uma parte do terreno. O barranco, que pertence a um imóvel localizado acima da instituição, foi escorado com talas de madeira.
Segundo a vice-diretora da escola, Márcia Ribeiro de Queiroz, diversos órgãos da Prefeitura já foram acionados para resolver a situação. "Não acredito que o barro possa chegar a atingir o prédio, mas, mesmo assim, a situação é preocupante, porque pode atingir o terreno." De acordo com o morador do imóvel afetado, Davi Barbosa Alves, a Defesa Civil garantiu que um muro de contenção seria construído. "Eles disseram para o meu irmão, que é o proprietário, que a obra será feita em breve."
No Teixeiras, Zona Sul, o motivo de preocupação é uma encosta entre as ruas Alfredo Salomão e Dalila Lery dos Santos. Abaixo da esquina, há um barranco muito alto e íngreme, que está tomado por entulhos. O temor é de que ocorra deslizamento em caso de chuva. A comunidade avalia que, nesta situação, poderia ocorrer a queda das vias que passam na parte superior do barranco, e o volume de terra desabaria sobre a Rua Costa Reis, podendo ocasionar sua interdição. Conforme uma moradora, que preferiu não se identificar, o problema vem acontecendo gradativamente, deixando as vias da parte alta instáveis. "A Defesa já esteve aqui e disse que não há riscos, mas os técnicos se negaram a emitir um laudo descartando o perigo, o que é, no mínimo, estranho."
A Secretaria de Obras informou, em nota, que já tem conhecimento dos problemas e que incluiu os reparos na programação de trabalho. A previsão é de que, com o fim do período de chuvas, tanto as obras de contenção de encostas quanto as de reparos de deslizamento sejam iniciadas, a menos que haja necessidade de intervenções emergenciais.

