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Médico e vice-diretora de escola são agredidos em horário de trabalho

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Um médico da Regional Leste, unidade de saúde no Bairro Costa Carvalho, região central, e a vice-diretora da Escola Municipal Caic Rocha Pombo, no Bairro Amazônia, Zona Norte, foram vítimas de agressão na manhã de ontem. O primeiro caso aconteceu na instituição de ensino. Segundo a PM, a mãe de um aluno teria chegado ao colégio alterada por causa de uma suspensão dada ao filho por indisciplina. Após xingar a professora, 58 anos, e a escola, a mulher, 51, teria desferido um tapa no peito da docente, que foi projetada contra caixas de ventiladores.

A agressora foi contida por outros professores, mas deixou a escola antes da chegada da PM. Conforme o relato da vítima aos policiais, a mulher já teria promovido constrangimentos na instituição e foi convocada em outras ocasiões por causa do comportamento do filho. No entanto, esta teria sido a primeira vez que ocorreu agressão física. A suspeita não foi localizada pelos policiais.

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Já na Regional Leste, uma paciente, 42, foi detida depois de agredir o médico Luiz Guilherme Veiga de Oliveira, 31. Ela chegou de madrugada, foi atendida e mantida em observação. Pela manhã, quando eu passava a visita, disse que queria ser atendida de novo. Expliquei que precisava aguardar, que era uma paciente estável, mas ela levantou e começou a gritar, chutando porta. Depois seguiu para o balcão, jogou vários objetos no chão e me agarrou pelo jaleco, que ficou rasgado e todo sujo, contou a vítima. O médico também sofreu escoriação na mão. Com ajuda da Guarda Municipal, a mulher foi detida e levada para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, sendo posteriormente liberada.

Além de ser um desrespeito com os funcionários, ela prejudicou outros usuários, já que eu podia estar lá atendendo, ao invés de estar na delegacia, observou Luiz Guilherme. O presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Gilson Salomão, conta que já solicitou garantia de integridade física para os profissionais aos órgãos competentes. A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde reitera que as unidades de urgência e emergência, como a Regional Leste, contam com a presença de guardas municipais, que, em caso de necessidade, acionam apoio da Polícia Militar. A pasta acrescenta que tem realizado reuniões periódicas com a intenção de ampliar a efetividade da atuação da Guarda nas unidades e fornecer mais segurança aos profissionais e usuários.

Já o médico sindicalista afirma que vai tomar as medidas legais cabíveis à situação. Os pacientes acham que os problemas enfrentados nas unidades de saúde são de responsabilidade dos médicos, mas os profissionais são vítimas das condições precárias de trabalho oferecidas.

Insatisfação

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Pesquisa sobre qualidade no serviço público realizada pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada na Tribuna confirma a insatisfação da população com os serviços prestados pelos postos de saúde e hospitais, que tiveram 81% de reprovação. Os profissionais não podem ser culpabilizados, pondera Salomão.

Não é porque uma pessoa está insatisfeita com algo que pode sair agredindo as outras. Percebemos uma impaciência generalizada, não só entre os estudantes e familiares, mas em toda a população. Ninguém quer esperar por nada e ouvir a justificativa do outro. Quando a pessoa não é satisfeita no que deseja, parte para a agressão, reforça a chefe do Departamento de Apoio ao Estudante da Secretaria de Educação, Sandra Duque.

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Agressões frequentes

Matéria recente da Tribuna mostrou que mais de cem professores de Minas sofreram algum tipo de agressão nas escolas desde fevereiro deste ano. Os dados foram apurados pelo Sindicato dos Professores (Sinpro), a partir do serviço de disque-denúncia (0800 770 3035). Como nem todos os casos são registrados pelos docentes, existe possibilidade de que a realidade enfrentada seja mais grave.

Conforme Sandra, a Secretaria de Educação tem desenvolvido diversas atividades para tentar evitar a violência no ambiente escolar. No caso da mãe de aluno que agrediu a professora na manhã de ontem, Sandra explica que haverá reunião com a família, na tentativa de esclarecer o que ocorreu e propor ajuda. Vamos buscar apoio psicológico e da Vara da Infância e da Juventude para contornar a situação.

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