Bruno Siqueira (PMDB) utilizou o Facebook para explicar insinuações de que teria a intenção de proibir livros consagrados da literatura nas escolas. O deputado e candidato a prefeito publicou um gráfico explicando o projeto apresentado por ele na Assembleia, que defende a proibição do "uso de livros didáticos que não respeitam a norma culta da língua". Na justificativa, Bruno traça um histórico que tem início em 2011, quando a imprensa divulgou que "o MEC distribuiu livros didáticos que ensinam a língua portuguesa incorretamente".
Livros didáticos II
A sequência da explicação traz uma afirmação do candidato de que o "conhecimento gramatical é cobrado dos alunos no vestibular, nos concursos e processos seletivos". Um posicionamento da Academia Brasileira de Letras, contrário ao MEC no caso do livro didático, também é citado. Depois, Bruno explica a tramitação da matéria até a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, após alteração no texto, que "antes permitia interpretar que obras literárias seriam atingidas pela norma".
Repercussão
Por fim, o peemedebista informa a retirada do projeto, após o recebimento de um abaixo-assinado virtual. "Contudo, na data em que o projeto foi retirado, o texto já havia sido alterado."Até as 20h de ontem, a "justificativa" já havia sido compartilhada sete vezes, com quase trinta "curtidas" e uma dúzia de comentários. A maioria deles ásperos, de autoria de pessoas que declaram voto a outros candida-tos. Algumas críticas foram repreendidas por uma usuária.
