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Bombeiros: Não achamos que o incêndio fosse se alastrar

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Com a ocorrência, muitas dúvidas surgiram entre a comunidade. A Tribuna conversou com o assessor de comunicação dos Bombeiros, capitão Marcos Moreira Santiago, que respondeu pelo comandante da corporação, coronel Anderson Esteves.

Tribuna – Por que não pediram para que os lojistas próximos evacuassem as lojas?

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Capitão Santiago – Não achamos que o incêndio fosse se alastrar. O incêndio estava contido, mas, como as edificações são muito próximas, e havia presença de GLP e material altamente inflamável, funcionou como bombas. O fogo entrou por cima da Casa Pipa e começou a queimar de cima para baixo, muito rápido. Não tínhamos outra escolha.

– Por que não chegaram a usar espuma química para conter as chamas?

– Porque a espuma é mais específica para líquidos inflamáveis, mas, neste caso, tínhamos muito material sólido combustível, como madeira. A água é mais indicada para resfriar.

– Carros de outros órgãos e empresas emprestaram caminhões e guinchos. Houve algum problema nas viaturas? Por que a escada magirus só foi acionada duas horas depois? Por que não usaram helicóptero?

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– Sempre contamos com apoio da sociedade. Nossos caminhões esvaziam em sete minutos e precisávamos de outros que nos abastecessem. A escada magirus só veio depois, pois, no primeiro momento, era um incêndio em uma edificação de dois andares. Quando notamos a necessidade, ela veio para o local e nem chegou a ser usada em toda a sua capacidade, que é de 37 metros. Sobre o helicóptero, não era viável, já que tudo aconteceu à noite, em uma área circundada por prédios e coberta por muita fumaça.

– Os Bombeiros de Juiz de Fora estão preparados para atuar em grandes tragédias?

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– Estamos preparados.

 

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